Paciência de Jó(rnalista)!

Anderson Augusto Soares
Quinto semestre


A Igreja Universal do Reino de Deus está fazendo uma campanha para que seus fiéis processem jornalistas. Especialmente os que noticiam coisas relacionadas ao “milagroso” crescimento do império do bispo Edir Macedo, divulgador ferrenho do dízimo.

O que está acontecendo é uma nova espécie de Inquisição, mas muito pior, porque se usa a fé alheia, a ingenuidade dos humildes e o conteúdo de suas algibeiras... para que se descentralize o ataque. Esse novo Tribunal do (não muito) Santo Ofício, motivando uma “onda” de processos por diversos cantos do Brasil, forma uma Cruzada contra a liberdade de imprensa, Guerra Santa (do pau oco) contra a boa informação.

A caterva de processadores exerce o mesmo papel dos soldados cristãos de outrora, que com força bruta e em nome da fé escravizavam os mouros, depois de oceânico derramamento de sangue. Os pastores da Igreja Universal (Jesus Cristo não vai gostar disso... ele que foi tão perseguido) ensinam os fiéis a perseguirem jornalistas, muitos dos quais pobres cristãos.

E entre esses profissionais da imprensa, a mais atingida foi Elvira Lobato, da Folha de S. Paulo. Ela fez uma matéria explicando a expansão empresarial da igreja. Foi o bastante para ser alvejada com os meteoros do fanatismo, inclusive com uma reportagem tendenciosa exibida no Domingo Espetacular, da TV Record. Uma reportagem covarde e ridícula.

Mas, afinal, que Deus nos guie e afugente “os maus espíritos” da cabeça dos insanos, e, como diria o oráculo, “perdoai-os, eles não sabem o que estão fazendo”... Será?

:: Blog pessoal do aluno: Caderno do Anderson.
A vida no século XXI

Camila Vieira e Neila Storti
Quinto semestre


A tecnologia veio para facilitar a vida de cada cidadão unindo a praticidade, agilidade e facilidade. Esse meio envolvente que constrói a vida contemporânea vem utilizando objetos que antigamente tinham suas funções primárias, que se inovam a cada dia. Um grande exemplo disso é a televisão. Antigamente, havia somente canais públicos e hoje canais pagos e transmissão digital.

O celular e seus canais interativos, funcionando como um meio para o indivíduo interagir da forma que quiser, desde ligações até internet e câmeras integradas. Diariamente temos praticidades como pagamento de contas bancárias pela internet, ligações feitas pelo Skype e até informações em tempo real.

Os avanços tecnológicos, junto com a ciência, têm um papel muito importante para a sociedade, mas como toda coisa boa tem o seu lado ruim. Muitas pessoas ficam extremamente dependentes desses meios e a partir desse momento não conseguem viver sem eles, sem se lembrar que viveram sem esses utilitários por muito tempo.

Um exemplo disso são computadores, o iPhone e outros aparelhos lançados a cada minuto, com ferramentas cada vez mais modernas. Com isso, as pessoas se tornam reféns de um mundo solitário onde não sentem mais a necessidade de um contato físico. Elas têm cada vez mais a necessidade de ter e utilizar tudo o que é excepcional no momento e que irá facilitar todo e qualquer meio de vida e comunicação. Isso faz com que saiam cada vez menos as ruas, que fiquem ligadas 24 horas a um microcomputador, falando com várias pessoas em todo o mundo, solitária, mas ao mesmo tempo acompanhada.
Mundo virtual

Juliana Cristina, Marília Lopes e Natalí Garcelan
Quinto semestre


Com o passar dos anos, o avanço tecnológico foi tomando conta do mundo atual. São gritantes as diferenças entre os métodos utilizados antigamente para a realização de algumas tarefas, as quais hoje são desenvolvidas com maior agilidade devido ao mundo digital.

Todavia, não mais precisamos ir até uma banca de jornal para ficarmos “por dentro” do que acontece ao nosso redor, tendo em vista que a internet nos conecta com o mundo, nos informando sobre tudo. Ela favoreceu tanto a agilidade, como a economia pessoal, já que podemos acessar variados jornais, revistas, sem ter que comprar um exemplar de cada. Facilitou a comunicação entre pessoas distantes, de forma instantânea, já que pelo método das cartas tudo era mais lento.

São inúmeros os recursos multimídia que a internet oferece. Hardware e software. Equipamentos, programas de alta definição e conteúdos ilimitados, que permitem ao navegador o acesso a hiperlinks, conversas instantâneas, compra e venda, e até mesmo pagamentos bancários. Mas isso não é novidade, a cada dia que passa um novo aparelho passa a circular pelo mundo. Oriundos de mentes brilhantes, capazes de criar recursos cada vez mais sofisticados. Tudo isso não é mais possível somente nas telas do cinema.

Da Arpanet à banda larga, do ICQ ao MSN, das telas pretas e letras verdes vistas nos computadores grosseiros de pouco tempo atrás até a total interatividade da internet, em seus vídeos, sons, imagens e tudo isso em um só clique, evolução que encanta e aproxima.

Embora, tenha seu lado bom, como todas as outras coisas, a tecnologia também tem seu lado ruim. A dependência é, talvez, a pior delas. Em muitos casos, as pessoas não saem mais de casa para se relacionarem, passam dia e noite conectados à internet, o que não é saudável, levando ao isolamento e, conseqüentemente, à depressão.

Contudo, podemos perceber que o avanço tecnológico contribui muito para a sociedade, mas também a prejudica, já que a tecnologia que constrói também pode destruir aqueles que a criaram. Exemplo disso são os mísseis de precisão.

É necessário que fiquemos antenados não só ao mundo virtual, mas também em nós mesmos e a tudo ao nosso redor, para não sermos dependentes e nos tornamos uma rede de “e-diotas”.
Tecnologia: necessidade ou dependência

Caroline Laís, Diego Rigamonti e Rafael Vieira
Quinto semestre


O desenvolvimento do mundo tecnológico é cada vez mais rápido em todas as áreas de atuação. A tecnologia envolve todo o cotidiano da população de forma que proporciona mais conforto, praticidade, comunicação e economia, o que os faz pensar o quanto seriam difíceis suas vidas sem tal avanço, tornando-os dependentes deste processo.

Pagar contas pela internet, fazer pesquisas, compras, conversar com amigos distantes, interagir com o mundo, são alguns simples exemplos que fazem da tecnologia um fator tão importante na vida das pessoas.

Sendo utilizada como um benefício, pode-se abranger várias áreas, como para pesquisas científicas, aparelhos utilizados por órgãos públicos para uma mais precisa fiscalização e organização. Por exemplo, radares medidores de velocidade, urnas eletrônicas, rede de comunicação.

Na área da comunicação a tecnologia é fundamental, na agilidade e qualidade de transmissão de informações, na expansão de interatividade.

Em contrapartida, com essa evolução tão rápida, surgem não apenas benefícios, e em um meio onde muitos têm acesso, é fácil notar que sua utilização pode ser também de forma prejudicial, como é o caso das dependências tecnológicas em excesso. Pessoas que além de utilizarem estes meios se tornam completamente dependente deles, muitas vezes abrindo mão do próprio convívio social em troca de um mundo virtual.

Toda evolução traz benefícios e malefícios. A tecnologia não poderia ser diferente, mas o que impera nestas situações é o livre arbítrio de cada usuário saber como utilizá-la.
Mundo paralelo

João Gabriel Nogueira, Cleiton Galhardo da Silva e Thiago Liberino Bogo
Quinto semestre


A tecnologia está trazendo muitas comodidades para o homem, mas, ao mesmo tempo, vem comprometendo, cada vez mais profundamente, a privacidade das pessoas. Ela tem seu lado positivo e negativo. Acredito que com tanta tecnologia em mãos, perdemos de certa forma nossa maneira natural de viver.

A inovação tecnológica é fenômeno recente se comparado ao desenrolar da história e consolida-se como a arte de “tornar obsoleto”, por tão constantes serem suas superações. Os impactos à sociedade contemporânea são muitos, pois esta nova “ordem” ou “era”, tanto faz, cria novos cenários e rearranja as formas de produção e também as relações sociais.

Um fato concreto é que nos força a nos adequarmos a esse novo, que até ontem era desconhecido. Cobramos de nós mesmos que precisamos nos adaptar, pois se assim não for, sentimos que estamos ficando pra trás. Algumas pessoas têm a facilidade de ficar íntimas dessa nova tecnologia, outras um pouco mais de dificuldade, mas é fato que o ideal é se atualizar.

Dentre as várias vantagens desse avanço, podemos citar a internet, com velocidade cada vez maior, facilidade de comunicação instantânea com as pessoas sem ter que precisar falar diretamente ou pessoalmente com elas, ir ao banco sem sair de casa, instalações de serviços de segurança, como alarmes de casa e carro, que ao apitarem indicam que algo de errado está acontecendo, televisão diretamente via celular. Enfim, inúmeras outras beneficências que poderiam ser citadas e que envolvem coisas muito mais amplas que esses simples exemplos ao qual já estamos ficando acostumados.

A tecnologia se renova a cada dia, ou seja, para acompanhá-la você tem que andar, ao máximo, junto dela. E é aí que pode morar o perigo ou problema, pois a partir dessa necessidade que pensamos ter que suprir, que até vira neurose pra alguns, fazendo com que tornemo-nos dependentes dessas tecnologias. “Você tem orkut? A gente se vê no MSN...” Eis o mundo digital, paralelo e inerente a essa reles condição real, tão sem graça perto da virtual, cheia de “emotions”. As pessoas criam uma segunda identidade, sua Second Life, abandonam seus corpos e se dedicam à neorealidade. Indícios óbvios de uma dependência.

No começo do século passado, encontramos fatores que contribuíram para desencadear esses recentes avanços. Processos como o fordismo e o taylorismo surgiram, dando continuidade aos avanços obtidos com o vapor e posteriormente a energia elétrica, propulsores da Revolução Industrial. Os homens da década de 1950, anos de ouro do rádio, ficariam perplexos com o que é banal atualmente, seríamos para eles como os ETs. Extraterrestres, por que não? Para onde tudo isso nos levará?

Muitas são as interrogações que surgem com os avanços tecnológicos, que deixa tudo efêmero, inclusive as sensações de prazer. Mas não é nem um pouco viável nesse momento apelar para a nostalgia, nem mesmo celebrar cegamente o “novo”, que fascina.

A chegada do homem à lua, a pílula anticoncepcional, conexões wireless, clonagem, entre outros fatos marcantes, são prejudiciais? Aprecie com moderação! E cuidado pra que não percam sua identidade de vida real com uma virtual, os estragos podem ser irreparáveis.
Tecnologia: a atração que pode ser fatal

Cláudia Ferreira e Patrícia Britto
Quinto semestre


O avanço tecnológico é uma busca constante nos dias de hoje. A ciência e a engenharia formam um casal perfeito, retribuindo aos receptores o que realmente querem: conforto. Prova disso, podemos citar o aparelho medidor de glicose, que é um imenso avanço na medicina, e propicia para o paciente ter o próprio controle da sua diabete.

Também existe um novo dispositivo de armazenamento que possui várias capacidades de memória, o pen drive, que faz parte deste novo mundo, praticamente substituindo os antigos disquete e CD de gravação, que já são pouco utilizados.

Estes não são os únicos benefícios trazidos para o século XXI. Em vitrines do comércio, as variedades continuam sendo imensas em quase todos os produtos. Mesmo com tantos avanços, o eletroeletrônico mais utilizado continua sendo o computador, desde os modelos mais antigos aos notebooks, e também o mais sofisticado palm top (computador de mão). Ele está por toda parte, empresas, consultórios, escolas, residências. Com este aparelho, é possível grande diversão, enquanto para outros, bons lucros.

O acesso à internet interage em segundos com o mundo, permitindo encontrar pessoas, ler notícias, baixar músicas, fazer compras, há uma infinidade de vantagens, é como uma viagem pelo mundo com economia, rapidez e segurança.

Essa praticidade faz com que crianças e adultos fiquem vidrados durante horas em frente à “telinha”, mas tantas inovações podem acarretar inúmeras conseqüências à saúde. Aliado ao uso constante, o sedentarismo passa a ser presente na vida das pessoas, já que elas se desligam da rotina, como se alimentar adequadamente e praticar exercícios, para viverem somente no mundo virtual.

Em conseqüência, as complicações podem aumentar, afetando visão, mente, articulações e coluna. O uso da tecnologia é bem-vindo ao nosso mundo, mas o vício por ela não é uma qualidade. Cabe a cada um, ser educador de si mesmo.
A mídia e o meio ambiente

Marília Lopes
Quinto semestre


A mídia está a todo vapor presente no cotidiano das pessoas. Adultos, jovens e crianças estão diariamente e constantemente conectados às informações do mass mídia. A televisão, o rádio, o jornal e a internet permitem à população a interatividade e uma relação próxima quando são colocadas questões sociais. É a partir desses pressupostos que a mídia possui um papel significativo para atender a sociedade e suprir necessidades, já que também garante a educação.

Portanto, esse poder que a mídia detém, no qual chamamos de "Quarto Poder", em que ela informa e educa, pode contribuir ainda mais para as causas ambientais. Quando a mídia começou a anunciar que o homem estava destruindo o meio em que vive, degradando o “verde”, poluindo os rios, acabando com as florestas e contribuindo para o aquecimento global, dossiês completos foram divulgados.

A imprensa estendeu um enorme relatório para que as pessoas entendessem o porquê da poluição e outras ações humanas que pioraram o clima do mundo, projetos da ONU e meios de preservação foram colocados em pauta diariamente. Foram infinitas as coberturas sobre o aquecimento global, principalmente o ano passado, em 2007.

Mas de repente toda essa euforia diminuiu. O que aconteceu? Será o ibope de BBB, as eleições no EUA, os conflitos no Oriente Médio, a febre amarela ou a renúncia de Fidel Castro? Tirando o espetáculo de Big Brother, muitas coisas estão acontecendo no mundo e que precisam ser levadas a todos. Política, guerra, saúde pública, educação e segurança.

Da mesma forma, a luta pela "salvação" do meio ambiente não terminou. A mídia não pode deixar de influenciar a população diariamente, para que todos se conscientizem e lutem para salvar a natureza. Os dias estão passando, tempestades, tremores, furacões. Parece lenda, mas não é.
Desabafo de uma adolescente

Joyce Waliane
Terceiro semestre


Vivemos em uma sociedade onde todo cidadão tem dever ao voto de acordo com o artigo 1º, parágrafo único, da Constituição Federal, que apregoa: “Todo o poder emana do povo que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente, nos termos desta Constituição”. Ou seja, o sufrágio universal é um direito abstrato e genérico e o voto direto e secreto, seu exercício conforme o artigo 14 da mesma Constituição: A soberania popular será exercida pelo sufrágio universal e pelo voto direto e secreto, com valor igual para todos.

Então, surge uma dúvida: se temos o dever de escolher um representante pelo voto, o que ele deve fazer depois de eleito?

Muitas vezes nos iludimos com inúmeras promessas de campanha, mas, na verdade, é só uma questão de lógica. Como fazer tantas obras e dar tantas coisas quando a economia de um país de Terceiro Mundo é tão instável e os governos dizem não ter verbas? Seria digno que os políticos fossem sinceros e não prometessem “mundos e fundos”.

Se um candidato sobe no palanque e diz: “Não prometo fazer grandes obras, mas vou deixar o município novamente em uma situação financeira estável acabando com as dívidas”. De imediato as pessoas o chamariam de louco, que não pensa na população e ele não seria eleito. Porém, se o mesmo candidato diz: “Se eleito vou construir uma creche, um hospital, um clube de lazer, etc.” todos achariam que ele é o máximo e vai resolver os problemas, e com certeza será eleito pela população.

O que mais me entristece é ver como as pessoas se julgam incapazes e miseráveis ao ponto de se venderem por uma cesta básica. Não existe nada que possa comprar nossas opiniões, cada um deve defender seus ideais.

O grande problema da população é que pensam só no hoje, acreditando que o bem-estar é questão de momento, quanta idiotice. Eu penso em ter uma velhice calma e sossegada, terminar minha vida em Coroados, cidade que amo, já que na juventude não tenho do que me orgulhar. Nos últimos três anos, o único sentimento que tenho é vergonha, residir numa cidade pequena com tantos escândalos políticos, tantos hipócritas que levam seus nomes para lama num período curto, onde na verdade é o poder que sobe à cabeça e se julgam os donos da lei.

Lei que também não existe, segurança tão pouco, pois nem delegado há; apelar a Deus seria uma saída, mas não há também representante da Igreja (padre). O erro do ser humano é que só sabe reclamar de tudo, e quando chega a hora de mudar não tem coragem, prefere ficar ao lado dos que estão enchendo suas contas bancárias, construindo mansões com o dinheiro do pobre trabalhador que está na miséria. Liberdade de expressar nossas opiniões não tem preço, o que falta para as pessoas é coragem de lutar por seus ideais.
Como mãe sofre!

Nilma Ruas
Quinto semestre


Ser mãe é um dom divino, maravilhoso, inexplicável. É amar incondicionalmente, mas também é sofrer pelos filhos. Mãe sempre sofre, seja pela dor na hora do parto, seja pela desobediência dos filhos, seja pela ausência quando eles têm que deixar o lar e mudar-se de cidade ou Estado para ingressar numa universidade. Enfim, são muitos os motivos que podem fazer uma mãe sofrer.

Talvez você que está lendo este artigo esteja se perguntando: como ela pode saber dos sofrimentos de mãe? Sou mãe e ainda conheço uma que tenho acompanhado o sofrimento desde o nascimento do filho, hoje com 16 anos.

Quando o menino veio ao mundo, nasceu prematuro, aos oito meses de gestação. Naquele momento, a mãe teve medo e sofreu pensando que o filho não sobreviveria. Com um ano de vida, o menino teve uma crise de epilepsia. A mãe entrou em pânico, mas seu filho tomou remédio controlado durante longos dez anos.

Com 12 anos, o menino foi vítima de atropelamento e, de novo, sua mãe sofreu muito. Quase perdeu seu rapazinho que, na época, ficou incapaz de tudo: de falar, de andar, de realizar suas necessidades físicas sozinho, de comer... Ela o alimentava por sonda em casa e o menino ficou em pele e osso.

Com muita luta, ela conseguiu mandá-lo para AACD (Associação de Apoio às Crianças Deficientes), em São Paulo. Com a fisioterapia e todo o trabalho desenvolvido pela instituição, hoje ele consegue andar e falar, mesmo com dificuldade.

Já se passaram quatro anos e seis meses desde o acidente. Pensei que o sofrimento dela tinha cessado, mas no dia 1º de fevereiro esta mãe me ligou desesperada, aos prantos, às 23h, dizendo que o menino havia saído de casa desde as 18h30 e não havia retornado.

Sofri com ela, minha cabeça se encheu de pensamentos, ruins inclusive. Pensei: será que o menino se acidentou de novo? Chorei e rezei para que Deus cuidasse dele. A Polícia Militar estava mobilizada à sua procura. Graças a Deus, ele foi encontrado por uma tia, são e salvo, em uma avenida. Pensei de novo, como mãe sofre, às vezes até por antecipação.
Jornalismo do Unitoledo participa de Feicana

Quatro alunas do curso de Jornalismo do UniToledo participarão da Feicana/Feibio 2008 como estagiárias da assessoria de imprensa do evento. A parceria foi fechada esta semana entre assessora de imprensa oficial, jornalista Cláudia Russo, e a coordenadora do curso de Comunicação Social – Jornalismo, Ayne Regina Gonçalves Salviano.

As alunas, do 5.º Semestre do curso, foram selecionadas depois de um processo seletivo aberto para todos os acadêmicos de Jornalismo. Os inscritos fizeram uma prova prática, com elaboração de um press release. Os textos foram corrigidos e classificados pela professora de Assessoria de Imprensa, Fernanda Fuga.

Aline Campos, Beatriz Longhini, Gabriela Saran e Luciana Braga trabalharão em período integral durante o evento, recepcionando os jornalistas, auxiliando-os nas coberturas e fazendo releases e boletins.

“Nossa intenção é propiciar ao nosso aluno, cada vez mais, a oportunidade de vivenciar experiências práticas”, declarou a coordenadora do Jornalismo. Segundo ela, novas parcerias já estão sendo estudadas com empresas e veículos de comunicação, de Araçatuba e região.

A estratégia de parcerias tem sido adotada com sucesso pelo curso de Jornalismo. No ano passado, por exemplo, a TV Record fechou parceria com a TV Toledo durante a Expô 2007. Durante os 10 dias do evento, os estudantes de Jornalismo e estagiários da TV laboratório produziram material que foi divulgado em rede nacional.

“É uma ótima oportunidade de mostrarmos a qualidade do nosso trabalho; beneficia os alunos com a experiência e a rede de relacionamentos que ele começa a montar é importante para a sua carreira depois de formado e, principalmente, as parcerias servem de motivação para todos os acadêmicos”, finalizou a coordenadora.
A bula do amor

Fabrícia Lopes
Terceiro semestre


Como conquistar um relacionamento? Existe um manual para encontrar um grande amor? Para a receita de um bolo, por exemplo, seguimos passo-a-passo instruções e chegamos ao objetivo proposto. Para ser aprovado em concurso público, é necessário se preparar e, claro, ter contatos influentes. Para cada objetivo a ser atingido, traçamos metas, planejamos minuciosamente o que faremos.

E quando se trata da conquistar o coração de um ser humano. Como agir? Como encontrar a pessoa certa? É difícil saber o que exatamente o coração que miramos sente por nós. Expor sentimentos é como assassinar o próprio orgulho e ser condenado pela rejeição daquele que depositamos nossos sonhos e aspirações de um futuro a dois.

Em meio a esse dilema, o ser humano se priva em seus relacionamentos, sempre com medo de um envolvimento mais profundo, mantendo desta forma relacionamentos superficiais ou se enfiando no trabalho para obter sucesso e esquecer a infelicidade na vida amorosa.

Constituir uma família nunca vai sair de moda. Não podemos deixar de acreditar nas pessoas. Devemos sempre aguardar as surpresas da vida, até mesmo porque nem sempre tudo esta sob nosso controle. E como podemos constatar não há uma receita para encontrar o parceiro ideal, portanto, deixe-se surpreender e aproveite o inesperado da vida. Quem sabe ao abrir a porta você encontra um grande caixa com um bilhete: surpresa!
Com amor

Cristiano Morato

É com amor que se vive melhor, que se conquista amigos, que se cria obras de arte, é com ele que a pessoa amada aparece.

O mundo vive em torno do capitalismo, o cidadão busca o bem para si, o companheiro ao seu lado que tente acompanhar o ritmo frenético do dia-dia ficará pra atrás se não conseguir .

O tempo tornou-se escasso para a população. É trabalho, escola, cursinho, casa, e assim por dias, meses, anos permanecendo na mesma rotina.

Será que falta ou perdemos o amor à vida ao próximo? Precisa-se de muito amor para olhar o mundo, os amigos com outros olhos, para perceber que a pessoa certa está ao seu lado; que a vida é bela e não há o que mudar, mas o que transformar. E só com esse sentimento o caminho da vida será mais fácil. Não que fácil seja melhor, mas sim prazeroso.
Trabalho de aluno do Jornalismo Toledo é comentado na aula de Mestrado e Doutorado da PUC-São Paulo

O blog do crítico de cinema Inácio Araújo, que escreve na Folha de S.Paulo, foi tema de comentários durante a aula inaugural da disciplina Crítica Cultural, da professora Leda Tenório, no programa de Mestrado e Douturado da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo – PUCSP.

O cantodoinacio.blogspot.com foi criado pelo estudante do 7º. Semestre do curso de Jornalismo do UniToledo, Diego Assunção, crítico de cinema do jornal Folha da Região, de Araçatuba, e autor do projeto do cineclube para o Centro Universitário Toledo.

Durante a aula na PUC, os cerca de 20 mestrandos e doutorandos presentes discutiam sobre blogs que são “balcão de negócios” e os que podem ser considerados culturais. O de Diego Assunção foi encaixado na segunda categoria.

Diego, que também é estagiário na TV Toledo e já produziu o curta “Trabalho Árduo”, criou o blog anos atrás com textos de Inácio Araújo para que pudesse partilhar as idéias do crítico com amigos cinéfilos que não tinham a oportunidade de ler os textos dele na Folha.

Quando Inácio Araújo soube do trabalho, aceitou a idéia e passou a colaborar com textos e comentários. Chegou a citar Diego Assunção em artigo publicado na Folha. Recentemente, o mesmo blog foi fonte de pesquisa de mestrado na própria PUC-SP.

Toda história veio à tona porque a coordenadora do curso de Jornalismo do UniToledo, Ayne Regina Gonçalves Salviano, é aluna do mestrado na PUC-SP e participava da aula quando a discussão aconteceu. “Foi surpreendente. Estar em um local diferente, com pessoas estranhas, discutindo um assunto iniciado por eles de alguém que conheço bem porque é nosso aluno e estagiário foi emocionante”, declarou. “Esta foi a prova mais contundente de que estamos mesmo vivendo em uma aldeia global e aquilo que é produzido por nós pode influenciar, em todos os sentidos, muitas pessoas. Não há mais individualidade, só universalidade”, concluiu.
Jornalista da Folha relata experiências na área policial

O jornalista Juliano Silva, correspondente da Folha da Região em Andradina, conversou na segunda, dia 25, à noite, com universitários do curso de Jornalismo do UniToledo.

Na ocasião, ele relatou experiências da profissão na área do Jornalismo Policial. O convite para a palestra partiu da professora Ayne Regina Gonçalves Salviano, da disciplina de Jornalismo Especializado.

Por meio de uma seleção de fotos tiradas durante o exercício da profissão, Silva mostrou aos acadêmicos que para ser jornalista policial é preciso, antes de tudo, ter “sangue frio” e “estômago”, pois certas cenas de homicídios, afogamentos, acidentes, entre outros, são muito chocantes.

Disse, também, que o grande trunfo deste profissional é poder contar com fontes de confiança, que avisam sobre os fatos e permitem que o jornalista chegue ao local, muitas vezes, junto com a polícia.

Também é necessário dominar jargões próprios da profissão muito usados por policiais e criminosos. Deu exemplos de conduta ética no relacionamento jornalista-fonte de informação e contou casos onde o veículo de comunicação deu suporte para que o trabalho fosse realizado, apesar das pressões para que a matéria não fosse divulgada.

Ao final, os alunos fizeram perguntas, todas prontamente respondidas por ele, que também é aluno do curso de Jornalismo, no 5.º Semestre.

Outras visitas de profissionais especializados estão previstas ao longo do semestre. “Nosso intenção é que o aluno do curso de Jornalismo do UniToledo tenha o suporte teórico das aulas, mas que também possa ouvir dos colegas de profissão histórias e depoimentos que ajudem na conduta profissional quando eles estiverem no mercado de trabalho”, declarou a professora.
Lembranças de criança

Elissa Natalie
Terceiro semestre


Minha infância. Alegria, brincadeiras, diversão, amizades, histórias, sono, tombos, lágrimas, escola, novos amigos. Letras... palavras... frases... Livros ilustrados e engraçados. Lápis, papel, desenhos... e de repente:

- Mamãe, olha só a historinha que eu montei!

Como resposta admiração e incentivo.

Criações, sonhos, aprendizado. Dúvidas: Por quê? Quando? Como? Mas por quê? Assim? E mais alguns porquês...

Crescimento, conhecimento, vontades: Porque eu quero assim... Eu queria ser grande... Mas eu não quero ir... Ah, deixa manhêêê...

Reclamações. Choro. E aí se aprende que querendo ou não tem que obedecer aos pais.
De tudo o que se vive, aprende, desenvolve, um pensamento é insistente e o desejo é verdadeiro: Eu queria ser gente grande...

Quando esse desejo é exposto, as respostas de oposição são infinitas:

- Ah, como eu queria ter a sua idade! Pra quê? Adulto só tem problema na cabeça... Um dia você vai querer voltar a ter essa idade, e descobrirá que não há como voltar no tempo... Deixa de ser boba menina e aproveita agora!

Criança quando ouve isso acaba virando a cara, e como tudo o que os adultos falam, ou pelo menos quase tudo, ela acha que eles estão errados e que ela é que está certa. Só mais tarde é que descobre o quanto tinham razão.

Minha infância. Lembranças felizes, lembranças inesquecíveis, brincadeiras, choro, medo, atrapalhadas, broncas, carinho, mimos... Tem coisa melhor que a infância? Há quem diga que sim. Outros defendem o não. O fato é que, essa fase é a base de tudo o que o ser humano é quando se torna adulto. A infância reflete o futuro, e nela se aprende que o passado jamais pode ser modificado. Assim a gente conhece a vida...

Minha infância... saudades... saudades... saudades... Mas ainda bem que há uma moleca morando dentro de mim, e que afaga meu coração toda vez que a vida insiste em mostrar que não sou mais criança... Moleca Elissa, cadê você?

- Tô aqui, dentro de ti!

- Ah bom... Não me deixe sozinha essa noite não... Eu tô com medo do escuro...

- Dorme, eu tô aqui com você... E se você deixar, eu estarei sempre!
Imensa jaula de vida

Jean Paulo Fronho de Sousa
Terceiro semestre


As ruas como um emaranhado de caminhos dispostos a fazer perder qualquer um, traçam a rede de destinos dos habitantes. Os semáforos colorindo as curtas pausas na dinâmica e inflamada metrópole dos loucos, bem como as placas que dão aspecto cada vez mais urbano às esquinas, fazem com que a minha cidade seja a cada dia mais dona de si e ao mesmo tempo mais pertencente a todos.

O seu centro pulsando, como um coração na flor da idade, faz entrar em erupção tudo quanto é objetivo pessoal. É como se cada pessoa, antes de sair de casa, já tivesse o aviso prévio de que sua alma se desassossegaria quando os seus pés deixassem suas casas ou prédios, e passassem a protagonizar o concreto das ruas, como fantoches numa apresentação de vários personagens eufóricos.

Essa euforia que fantasia o mais pacato semblante ganha aspecto de choro, riso, tensão, ou medo e pode se ver nos rostos de quem se esconde nos ônibus, carros, metrôs ou qualquer tipo de condução que ganha as ruas da cidade.

Assim como o centro é eufórico a toda hora, os bairros mais distantes são distantes também de todo esse dinamismo, certas vezes sem propósito. Os subúrbios não são tão coloridos e oferecidos como o Centro e toda a publicidade que o empesteia.

Neles também se vê cartazes e anúncios publicitários que ao contrastarem com sua realidade, revelam uma hipocrisia que não cabe nos campinhos de futebol ou nos becos desses lugares. Esses subúrbios, que por si só não chamariam muita atenção, quase sempre são emperiquitados, principalmente pela televisão; trocam o seu cinza pelas varias cores meticulosamente tingidas e fingidas, e ganham enfim o já conhecido aspecto estereotipado de feira livre, vale tudo, vale tiro, violência e hip-hop.

Muita gente corre ou chega à minha cidade. Há quem esteja disposto a se sacrificar pelo capital que ela faz transbordar nos seus esgotos e janelas empresariais, mas também há quem se cansou de tudo isso e vive a insanidade da fuga, da busca pelo cheiro do mato, querendo trocar o shopping pela relva. Aliás, o verde da relva, dos campos, das árvores a cada dia mais some da minha cidade.

Os mágicos das fábricas em um truque excepcional fazem erguer a fumaça, e em uma questão de segundos o verde desaparece. Daí então é só fumaça! A competência desses mágicos é admirável e não fosse pela ajuda de seus assistentes eleitos pelo povo, acho que o "espetáculo" não seria o mesmo.

Eu gosto de ver como a natureza, apesar de tudo, ainda faz menina a minha cidade. O sol aquece o turbilhão, a máquina, e chama os vendedores de suco, de água, enche bares e sorveterias. Esvazia os condomínios, povoa as praias e tatua a pele de todos com o bronzeado de fim de semana.

Nos dias de chuva, a natureza zomba da incapacidade humana de saber conviver, e sempre fazendo como vítimas os que tentam se esconder nos barracões, que brincando de corda bamba na vida uma hora deslizam com as erosões, deixam os seus barracos e passam a habitar as páginas dos jornais como mais um dado estatístico que será muito usado na época das campanhas eleitorais.

Melhor do que os dias, só as noites da minha cidade. Os letreiros se transformam em faróis, os carros vistos de cima se tornam vaga-lumes! Tudo se ilumina para dar mais charme àquela indústria de gente e de interesses que não pára de trabalhar sequer quando o sol visita o outro lado do mundo.

Aliás, quando o sol se distrai daqui e vai cuidar da sua vida, é que os seres da noite ganham vida. Os malandros e as prostitutas, os músicos e as dançarinas, os bêbados cambaleando no meio-fio, são capazes de resgatar uma boemia que não se encontra em qualquer lugar; se encontra em uma dimensão oposta aos raios de sol e a tudo que lembre café da manhã, almoço, jantar e trabalho combinados.

Com todos os seus extremos, características e turbulência, minha cidade vive e respira como nunca! O que há de mau se mistura com o bom, o sujo com o limpo e assim vai-se tingindo a paisagem urbana. Eu, que sou parte disso tudo, só descobri onde moro quando, além de parte, me tornei espectador. Um espectador que assim como sua cidade gigante e também objeto, já aprendeu a misturar. Misturar o querer e o não querer, o ser habitante e ser errante, por lugares ainda desconhecidos.
Saudade da infância

Rodrigo Pereira
Terceiro semestre


Acho que a maioria das pessoas sente falta de sua infância, pois com certeza foi o melhor momento que já viveu. Quem já não se pegou pensando em como seria bom voltar a ser criança? Vemos que nos dias de hoje, na era da informatização, dificilmente se vê brincadeiras como as de antigamente, como pique-esconde, bete, salada mista, pula-corda, entre outras que fizeram a cabeça das crianças tempos atrás.

Penso nesses tipos de brincadeiras, pois qualquer criança pode brincar, independente de seu poder aquisitivo, diferente de brinquedos de alta tecnologia, aos quais infelizmente só têm acesso crianças cujos pais podem comprar. Dessa forma, acho que assim, qualquer um que ler esse texto poderá se identificar.

Seria até covardia, perguntar a uma criança hoje em dia se ela prefere um jogo do Playstation 3 ou brincar de pique-esconde, por exemplo. A tecnologia está aí, acho que o acesso à informação é um direito de todos, mas não podemos esquecer que o acesso fácil a diversos assuntos é o que fascina na era da informática, mas ao mesmo tempo em que fascina, preocupa, pois infelizmente as crianças só buscam brincar com jogos violentos, trazendo como reflexo uma sociedade mais violenta.

Prova disso são os jovens inconseqüentes que vemos por aí, querendo tirar rachas semelhantes aos de videogames, atirando e matando como muitos jogos. Enfim, as brincadeiras que fazem a cabeça dos jovens de hoje são bem diferentes dos de antigamente, isso é nítido.

Sou a favor de aproveitar tudo que a tecnologia pode nos dar, mas sempre com responsabilidade. Acredito que dessa forma teremos uma geração de jovens com a “cabeça no lugar”, a fim de curtir a vida de forma mais saudável, para que lá na frente, em sua fase adulta, ele possa dizer: “Eu curti a minha infância”.
Contrastes

Ricardo Moreira
Terceiro semestre


Não tem emprego
Mas tem sossego
Não é grande
Mas é aconchegante

Essa é a minha cidade, cidade do interior
Essa é a minha homenagem, que faço com amor
Esse é o lugar onde vivo

Cidade pequena, cidade sorriso
Lugar de muitos contrastes
Cidade de Guararapes.
Momentos essenciais

Naira Mendes
Terceiro semestre


Minha infância é o reflexo do que sou hoje, a partir da educação que fui criada, do modo como aproveitei, do convívio que presenciei. Hoje, recordo-me com muita saudade dos momentos que passei.

Lembranças com alegria, de poder brincar na calçada sem nenhum medo, o medo que tenho hoje, o de passar o dia inteiro sem se preocupar com horários, horários que hoje corro para alcançar; não ser culpada por nenhuma atitude, atitudes que hoje penso muito antes de ter, brincar de ser adulta, e hoje adulta querer ser criança.

Minhas amigas da infância são as mesmas até hoje, sempre estamos juntas e em vários momentos nos lembramos das histórias de criança, quando ir à escola era uma felicidade, apresentar teatros era uma conquista, estar sempre envolvidas nas apresentações era uma realização.

Esses pequenos objetivos, conquistados com tanta determinação, para alcançar uma pequena realização de se apresentar no palco da escola, fez para minha vida uma escada. Hoje, comparo este palco com o palco da minha vida, e busco na infância o próprio exemplo de ter tanta determinação, de querer alcançar o objetivo tão sonhado.

Se eu pudesse voltar ao passado e reviver a minha infância, repetiria cada atitude, com os mesmos sorrisos envolvido nas mesmas brincadeiras que me fizeram tão feliz.
O mundo, o planeta Terra

Luis Eduardo Mateus Santos
Terceiro semestre


O que pode nos dar uma boa injeção de ânimo, melhor que olhar para um céu azul, com nuvens de algodão e pássaros assoviando? Não é um mundo de fantasias, um mundo desenhado, um mundo projetado. Essa é apenas uma das maneiras que você pode enxergar o seu dia. Abrir os olhos, deixar que o ar encha seus pulmões e agradecer a Deus por este mundo.

Olhar pela janela, ver o orvalho nas plantas, o sol atravessando o muro e a brisa saindo pelos fundos. “Bom-dia”, esta sim é a palavra chave para que todas as flores floresçam, para que toda indiferença seja rejeitada e todo mau humor humilhado.

Diga sim a este mundo, preserve o verde, viva o verde, seja o verde, o verde que representa a vida. Viva a vida!
Quer encontrar o amor?

André Sanches
Terceiro semestre


Procurado pela humanidade, pois sem ele muitos acreditam que é impossível encontrar a felicidade, o amor nos dias de hoje virou sinônimo de piada. Certa vez, numa breve conversa, minha mãe descreveu de forma bem romântica que os casais de idosos da época em que ela era criança sempre andavam de mãos dadas e não tinham vergonha disso. Hoje estamos vivendo num mundo de idéias individualizadas, onde as pessoas primam pela liberdade em todos os sentidos.

Muitos não querem compromisso sério e nem ter filhos com medo de perderem os "prazeres" da independência. O sentido da palavra "família" está se diluindo em função de concepções impostas pela realidade social.

Temos medo de perder o pouco de conforto que possuímos e, então, lutamos por nós mesmos. Eu, eu, eu, eu, somente eu! Será que alguém pensa em algo além de "eu"?

O amor se materializa em atitudes solidárias. Por que será que nosso país é campeão de voluntários? Tenho uma teoria: as pessoas, ao cumprirem seu papel solidário, têm, em parte, a lacuna criada pelo individualismo preenchida.

Se o homem fosse feito para viver sozinho, a sociedade não existiria!

Devemos cultivar e amar as pessoas incondicionalmente. Certa vez, quando eu ainda andava de moto, fiquei sem gasolina e comecei a empurrar. Do local onde acabou o combustível até a minha casa existia uma boa distância. Pararam para perguntar se eu precisava de ajuda, exatamente quatro motociclistas. O que é isso? É amor. Você se sente bem fazendo essas coisas!

Mas verdadeiramente somos testados sobre o quesito "amor" em situações negativas, como quando uma colega de trabalho consegue uma promoção e nós não. Como você se sentiria sendo, profissionalmente, deixado para trás? Será que neste instante é possível praticar o amor?

O amor nunca é medido sob o manto da emoção. Devemos estar calmos para medir o quanto somos capazes de amar. Faça esse teste: um dia, quando estiver bem tranqüilo, comece a pensar em alguém que te fez algum mal.

Aquela pessoa que foi capaz de praticar algo contra você a ponto de te deixar magoado. Fisicamente, você irá sentir uma dorzinha no fundo do coração, como se fosse uma suave agulhada, todas as vezes que você lembrar o ocorrido. Se você sentir isso é porque realmente ainda está magoado. E isso piora se essa pessoa nunca te pediu perdão e ainda acha que está coberta de razão.

Agora raciocine assim: o que você realmente deseja para essa pessoa? Pense bem! Só você sabe! Dependendo do resultado do que você deseja podemos dizer que você está praticando ou não o amor.

O amor é incondicional, senão Jesus, na hora de sua crucificação, não teria dito: "Pai, perdoa, porque eles não sabem o que fazem".

Devemos perdoar as pessoas sem medir o tamanho da sua falta. Quando eu tinha uns 15 anos, assisti a reportagem onde a mãe de uma garota estuprada e morta por um bóia-fria de 30 anos fazia freqüentes visitas ao agressor na cadeia. Confesso que não compreendi muito bem isso na época, mas hoje entendo o tamanho do amor que aquela mulher tinha para realizar tal ato.

O amor é coisa séria! Quer encontrá-lo? Faça sua parte!
Marcas

Lívia Gaspar Eid
Terceiro semestre


A infância, sem dúvida, é a época marcante da vida de qualquer pessoa. Digo "marcas" porque várias delas aparecem durante esse período em que tudo, ou quase tudo, é sempre alegria.

Tem gente que já nasce com marca, a de nascença. Tem gente que já nasce com a marca da luta pela vida e leva essa marca por todo o caminho percorrido ao longo dela.

Outros vão ganhando marcas durante a caminhada... Marcas como cicatrizes de uma brincadeira que no fim das contas acabou não dando certo, que no dia terminou em choro, mas hoje é motivo de risadas.

Outra marca que também aparece é a da amizade, amigos de infância sempre marcam e não adianta: o tempo passa e a gente nunca esquece.

Tem a marca do primeiro dia de aula, da primeira boneca, do primeiro carrinho, dos natais em família, das brincadeiras com os primos, dos almoços de domingo, do primeiro passeio de bicicleta - e das quedas também.

A infância é isso: são marcas, as quais levamos conosco o resto da vida. Marcas nos fazem ser o que somos hoje, aquelas que formam nosso caráter e que são as mesmas que vamos passar para os nossos filhos, netos, bisnetos e tataranetos.

E também não restam dúvidas que cada adulto feliz carrega consigo uma parte da criança que foi, porque ser criança não é nada mais do que carregar no coração a inocência e a felicidade.

:: Blog pessoal da aluna: Blog da Lívia.
Como amar?

Luis Eduardo Mateus Santos
Terceiro semestre


“Simples como amar”! Alguns usam esta frase como curinga, algo realmente fácil de exercer. Mas me diga como o amar é fácil? Quais são as regras desse jogo? Eu ainda não aprendi jogar. Aprendi, sim, desde que eu não seja a peça-chave do tabuleiro.

O amor não é algo que se ganhe, que se compre, que se roube, mas algo que se conquiste. Pois é aí que surge a questão, o difícil é conquistar e fazer com que essa conquista dure. Por isso que o amor é algo que se luta e reluta, até que vença o coração amado.

Quem descobriu a fórmula do amor? Só se sabe que ele tudo suporta, tudo vive. O que se sabe é que todos guardam o amor dentro de si. Exerça o seu!
Ê, amor!

Fernanda Nunes
Terceiro semestre


Palavrinha complicada essa, hein... Amor! Dizem que amar é muito fácil, e que difícil é esquecer. Eu também penso assim. Como é possível uma pessoa chegar do nada, bagunçar seus sentimentos, invadir seu coração, e ainda por cima tomar conta de seus pensamentos!?

É esse é o bendito amor! E quem vive sem ele? Podem-se passar anos e anos e seu amor ficar meio murchinho, mas de repente ele desabrocha mais uma vez, e aí é aquela alegria. Porque um amor verdadeiro nunca morre.

A pessoa pode até achar que ele já não existe mais, mas está guardadinho dentro, e no fundo do coração, é só deixar ele renascer! E para isso basta buscar aquilo que te faz feliz, por que o amor vem sempre acompanhado pela felicidade, eles andam sempre de mãos dadas.

Afinal, existe coisa mais gostosa do que amar, e ser amado? Por isso, se entregue, não tenha medo de ser feliz e se arriscar, deixe o amor entrar no seu coração. Abra a porta para ele!
Amor

Joênio Rodrigues
Terceiro semestre


Seria muita ousadia escrever sobre o amor, depois de Camões telo feito assim:

“O amor é um fogo que arde sem se ver,
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer.”

Mas se o olharmos com desconfiança, como Nietzsche, “Como num par amoroso, geralmente uma pessoa ama e a outra é amada”, não teremos a confiança que Voltaire deposita nele: “Todos os outros sentimentos penetram a seguir no de amor, tal como os metais se amalgamam com ouro: a amizade, a estima vem em seu auxilio: os talentos do corpo e do espírito forjam novas e ternas cadeias”. E de sonhá-lo como Alvarez de Azevedo:

“Sim coroemos as noites da laranjeira côa flor;
Adormeçamos num templo.
Mas seja o templo do amor”

Mas não fiquemos iludidos como Narciso ou desesperados como Pirámo e Tisbe nem nos encolerizarmos como os fanáticos, pois tantos o usam como desculpa para seus crimes e nem devemos escutar aqueles que fazem apologias por interesse próprio. Julgamos-os por suas ações e não por suas palavras, respeitemos aqueles que o vêem diferente de nós, pois existem várias formas de amor, e nem temer as mudanças que causa em nós onde os quatro elementos ganham a forma de nosso desejo, como Shakespeare escreveu: “O amor não prospera em corações que se amedrontam com as sombras”.
Reconhecimento econômico vale a pena?

Angélica Neri
Terceiro semestre


Para alguns, uma cidade pacata, para outros, acolhedora e produtiva. Com uma área de 433 quilômetros quadrados e um total de 13.760 habitantes, Auriflama tem registrado um grande crescimento econômico a cada ano.

Antes marcada pela forte presença agropecuária, minha cidade é hoje reconhecida pelo rico setor industrial, gerando empregos e se destacando mundialmente com a fabricação de lingeries.

Contraditoriamente, observo, por relatos de pessoas da época, que a cidade não só ganhou. Com as aberturas das fábricas de confecções a partir da década de 80, as pessoas deixaram de se preocupar com os outros meios de lucratividade e muita coisa se perdeu.

Quem vê Auriflama hoje não imagina que em décadas anteriores centenas de pessoas se deslocavam de suas cidades de origem para fazer compras em grandes lojas instaladas no município, como Casas Pernambucanas e Riachuelo.

E a sede do INSS, antigo INPS? Hoje, infelizmente, para que se possa dar entrada aos papéis da aposentadoria e realização de perícias, as pessoas devem se dirigir ao posto mais próximo, na cidade de General Salgado.

Outro exemplo é o prédio da Telesp (Telecomunicações do Estado de São Paulo S.A.), e que prédio! Não cheguei vê-lo em funcionamento, mas ele continua lá, um local grande, com escadas, repartições, muitas grades, inclusive com fachada. Que pena!

E não pára por aí. As pessoas se dedicaram tanto em investir no setor de confecções que deixaram a desejar também no lazer e cultura. Você, de outra cidade, acreditaria se eu dissesse que os auriflamenses possuíam um cinema, com direito a pipoca e refrigerante? O Cine Ouro Verde fechou e ninguém mais investiu nesta área.

Os pesqueiros, a piscina pública e a famosa quadra de esportes Dr. Álvaro Cardin eram pontos de encontro aos finais de semana, onde os momentos de descontração ao lado da família e amigos eram garantidos. Lamentavelmente, não existem mais.

E o carnaval? Trio elétrico, desfiles, fanfarras e a saudosa Banda Marcial João Moraes Fagá, outro grande marco na história de Auriflama. Atualmente, se quiserem “comemorar” o carnaval, as pessoas devem se dirigir às cidades vizinhas. Só assim os participantes daquele momento podem relembrar de tudo aquilo que foi vivido na época.

Ao reservarmos um pouco do nosso tempo para resgatarmos o passado, percebemos a significativa quantidade de transformações decorrentes deste período. A cidade desenvolveu o setor industrial de tal forma que esqueceu, até mesmo, das próprias origens.

Auriflama possui três grandes fábricas de lingerie, e outras 80 empresas, de médio e pequeno porte, micro e facções, além de uma grande e conceituada indústria de equipamentos esportivos.

Hoje, a cidade é reconhecida mundialmente pelo alto índice de exportação, porém, para nós, auriflamenses, deixa a desejar. O crescimento econômico satisfez as necessidades financeiras, entretanto, o valor cultural e o lazer do município ficaram em segundo plano. Fica a pergunta: vale a pena regredir para progredir?
Birigüi: cidade interiorana e economicamente industrial

Rafael Lopes
Terceiro semestre


Birigüi, apesar de todo o seu desenvolvimento industrial e de seus 96 anos de fundação, ainda guarda características tipicamente interioranas. O município vem se despontando economicamente e almejando reconhecimentos importantes para o crescimento local. Localizada na região noroeste paulista, e com uma população de 103 mil habitantes, de acordo com o censo realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) de 2007, a cidade tem crescido nos últimos anos, com a vinda de muitas famílias, que buscam emprego e qualificação profissional.

Além de ser destaque e ter conseguido se firmar no posto como um dos grandes pólos industriais calçadistas do Brasil, o município também oferece lazer, cultura e tranqüilidade aos seus moradores.

Com uma economia voltada essencialmente ao setor industrial de calçados, o início não foi nada fácil. A produção, na década de 40, era totalmente manual e restrita ao público masculino. Eram fabricados sapatos, botas, botinas e chinelos. Desde então, a industrialização foi se sofisticando, surgindo novos equipamentos e melhoria na qualidade dos calçados.

O que todos não esperavam, e acabou surtindo efeito, foi o início da produção de calçados infantis. Esta nova idéia levou Birigüi a ser reconhecida, na década de 70, como a “Capital Brasileira do Calçado Infantil”. A partir de então, novas empresas foram surgindo, trazendo tecnologias nunca antes vistas na cidade e gerando um número exorbitante de empregos não só para o município, mas para toda a região.

Atualmente, são 178 indústrias, que geram mais de 18 mil postos de trabalho, o que equivale a 60% dos empregos da cidade. A produção anual tem gerado em torno de 62 milhões de pares e uma fabricação de 255 mil pares por dia. O setor tem sido também um grande mercado exportador de calçados para países pertencentes à América Latina, EUA e boa parte da Europa.

Apesar da atual perda do cinema birigüiense, por falta de público, a cidade ainda dispõe de alguns atrativos. Aos domingos, por exemplo, acontecem várias apresentações de danças, duplas sertanejas e da banda Marcial na concha acústica da praça Doutor Gama, no centro de Birigüi. A programação ocorre sempre à noite e tem atraído uma quantidade relevante de pessoas.

Paralelamente ao setor calçadista, Birigüi também é conhecida por um esporte que foi criado em 1960, pelo professor Dario Miguel de Oliveira: o biribol. É a única modalidade genuinamente brasileira e que já conquistou espaço no cenário esportivo do País. O biribol é um esporte aquático, semelhante ao voleibol.

No cenário artístico, Birigüi também tem seu reconhecimento por meio do sucesso alcançado por um de seus filhos. O ator Reynaldo Gianecchini, nascido na cidade, tem feito grande sucesso na televisão e no cinema brasileiro.

Portanto, Birigüi já provou seu potencial, entretanto, basta aos administradores saberem explorar positivamente os recursos já existentes, para que assim haja crescimento e novas conquistas, sempre visando o bem-estar da população, pensando no futuro.
A grande explosão

Diuân Feltrin
Terceiro semestre


“No princípio, Deus criou o céu e a terra. A terra estava sem forma e vazia; as trevas cobriam o abismo e um vento impetuoso soprava sobre as águas. Deus disse: ‘Que exista luz!’ E a luz começou a existir. Deus viu que a luz era boa. E Deus separou a luz das trevas: à luz Deus chamou ‘dia’, e às trevas chamou ‘noite’. Houve uma tarde e uma manhã: foi o primeiro dia”.

Com essas palavras, a Bíblia Sagrada introduz sua explicação sobre a criação do universo. De acordo com o livro cristão, um ser onipotente, dotado de poder e sabedoria, criou o universo e todas as formas de vida nele presentes. Além da teoria cristã, existem teorias científicas descobertas através de árduos estudos. A mais conhecida é aquela que afirma que uma grande “bola de fogo” explodiu, dando início, após milhares de anos, ao universo (Teoria do Big Bang).

Todos os pontos de vista sobre este tema são aceitáveis, isto é, não existe uma verdade absoluta. A certeza em todas as teorias se relaciona ao tempo de criação do mundo: milhares de anos. Não obstante a isto, podemos nos questionar: como o ser humano pode ser capaz de destruir todo o mundo em questão de segundos? Talvez, o grande erro do ser onipotente foi criar seres vivos dotados de capacidade intelectual.

Ao analisar a história humana, nos deparamos com diversos episódios de guerras, cujos objetivos estão sempre relacionados à conquista do poder. Isto sem falar no mau uso dos recursos naturais para benefício próprio. As criações realizadas por Deus, de acordo com a Bíblia, durante sete dias, são destruídas por aqueles que, teoricamente, são “a imagem e semelhança de Deus”. Grande paradoxo, não?

Para o senso-comum, a solução para os já conhecidos problemas que afligem o planeta, seria a conscientização humana. Mas como encontrar maneiras de despertar tal conscientização? Por enquanto, não existem respostas concretas. O que podemos afirmar, com perdão do pessimismo, é que se não nos despertarmos a tempo, seremos vítimas, literalmente, de outra grande explosão. Mas desta vez, o objetivo do “Big Bang” não será a criação do universo...


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