Clemerson Mendes: uma vida ligada ao rádio

Cláudio Henrique
Ivan Ambrósio
Marília Lopes
Natalí Garcelan
Ronaldo Ruiz
Sexto semestre noturno


Amor pelo trabalho. Assim, Clemerson Mendes define sua paixão pelo rádio, que começou quando ainda era criança, antenado nas atrações da rádio AM. Seu primeiro jogo de futebol ouvido na Rádio Bandeirante de Birigui, foi o Campeonato Paulista de 1987. É exatamente neste período que se identifica com o veículo. “Eu sempre gostei de rádio por sua aproximação com o ouvinte”, explica.

Sua preferência estava mais nos programas jornalísticos do que nas programações musicais. Desde cedo, a paixão pelo rádio fazia parte da vida do futuro jornalista. Mas outra atividade dividia o coração de Mendes: o handebol, esporte que se dedicou por 18 anos, e atuou como técnico e até árbitro.

Mas seu crescimento profissional estava apenas começando. Quando adolescente, deixou o esporte e foi funcionário dos Correios de Araçatuba por três anos. Em uma ocasião, durante o expediente, recebeu a proposta de reassumir o time de handebol do município, sem hesitar, retornou para o esporte, que fez parte de sua história.

O handebol, então, o ajudou em muitos aspectos, entre eles, no ano 2000, o ingresso no Unitoledo (Centro Universitáiro Toledo), no curso de Jornalismo. Foi então que ele se desvinculou de vez do handebol para se dedicar à sua futura profissão, em especial como radialista. Ressalta que sempre teve afinidades com o Jornalismo e quanto ao seu esporte favorito, Mendes o relaciona como um instrumento importante na profissão, que lhe trouxe crescimento pessoal e um desejo de ser atleta profissional.

Durante o período de universitário, as vagas de estágio de Jornalismo na instituição foram abertas, e Clemerson Mendes conseguiu a tão sonhada vaga para o laboratório de rádio, em 27 de setembro de 2002, estagiando até o final de seu curso, em 2004. E em resultado de seus esforços, o então recém-formado jornalista, após a sua colação de grau, recebeu o convite do reitor Bruno Toledo para coordenar o Laboratório de Rádio.

Em 5 de janeiro de 2005, se integrou à Rádio Toledo, na iRadio, a fim de organizar sua programação, reformulando-a em um prazo de 30 dias. Tornou-se integrante da equipe diretora do site e pioneiro da webradio na região. Inicialmente, a transmissão era precária, mas, em 30 de junho de 2005, a Equipe UniToledo iniciava na grade de programação da iRadio.

Neste ano de 2008, o jornalista teve a idéia de transmitir os produtos radiofônicos do laboratório de rádio na iRadio. Após pedidos de autorização não formalizados, teve a iniciativa de colocar a atração no ar. E fez-se realizado e com sucesso profissional, tendo uma vida ligada ao rádio.

Hoje, na avaliação de Mendes, o curso de Jornalismo necessita de mais defesa dos próprios alunos, para que lutem juntos pelos ideais e por melhores oportunidades. Mas sobre o futuro na profissão de jornalista, fala como o escritor Gabriel Garcia Márquez: ainda é “a melhor profissão do mundo”, e acredita que esta expressão continua viva por existirem estudantes e profissionais idealistas e sonhadores.

Ele também declara seu amor pela profissão: “Uma coisa que posso declarar é que sempre trabalho no que gosto e acredito”, afirma. O jornalista ainda fala sobre o rádio, sua mídia predileta: “O rádio, para mim, é um vício gostoso, aquele que não prejudica. Hoje não me vejo fazendo outra coisa além do rádio”, completa.

Para aqueles que desejam ingressar no rádio, Mendes aconselha: “Mais do que precisar de um emprego, o rádio regional precisa destes novos profissionais, a fim de mudar a sua realidade. E vocês (estudantes de Jornalismo), podem mudar esta realidade”.
Filatelia, a arte de colecionar selos

Caroline Candeias, Cleiton Galhardo e João Gabriel Nogueira
Sexto semestre noturno


As gravuras como belezas naturais, a sua fauna e flora, os símbolos nacionais, o esboço de personalidade, momentos históricos. Essa são algumas das ilustrações encontradas nos selos postais. Os selos, que nasceram em 1840, na Inglaterra, a partir da necessidade de se estabelecer um padrão de tarifas postais, têm um valor muito maior do que o seu custo de produção para as pessoas que se dedicam à Filatelia.

Em Araçatuba, um grupo de colecionadores procura desenvolver e divulgar a prática se reunindo mensalmente no prédio dos Correios para realizar trocas e se atualizar sobre lançamentos. Estima-se que pelo menos oitenta pessoas desenvolvam a Filatelia na cidade.

A dona de casa Elizabete Pessoa, 58 anos, começou sua coleção há 48 anos. Hoje ela tem aproximadamente três mil selos. São coleções organizadas em assuntos e temas diversificados. Ela conta que seu primeiro selo foi de comemoração aos XII Jogos da Primavera, de 1960. “Aos 10 anos, eu era membro da Associação Cristã de Moços do Rio de Janeiro e praticava ginástica artística, e por esse motivo um vizinho que sabia da minha prática esportiva me presenteou”, relembra.

A primeira emissão oficial de selos realizada no Brasil foi no ano de 1843, cujos selos tinham o nome de Olho-de-boi, que são preciosidades nos dias de hoje.

O Brasil foi o primeiro país do continente americano e o segundo no mundo a emitir um selo postal. Muitos historiadores atribuem a denominação Olho-de-Boi à semelhança dos selos daquela época com certo tipo de janela bastante comum em Paris, e, também, com os olhos do animal.

Elisabete conta que em Araçatuba existiam cerca de 90 colecionadores de selos, mas muitos abandonaram a prática. Para isso, ela, que já tentou manter um grupo de filatelistas, programa eventos que envolvam novos colecionadores.

"A intenção é motivar as crianças", diz. No dia 9 de outubro de 2005, data em que se comemora o Dia Mundial dos Correios, Elizabete organizou a exposição “Araçathelos”, para reunir os colecionadores. “Na ocasião, busquei promover um curso gratuito de iniciação em Filatelia. Essa é uma arte muito bonita, interessante e envolvente, que não pode acabar”, frisa.

Questionada se houve alguma história curiosa envolvendo seus selos, Elizabete conta que tem um de comemoração à missão da nave Apolo XI, que foi a que levou o homem pela primeira vez à lua. “Entreguei em mãos, na sede da Embaixada Norte-Americana da cidade do Rio de Janeiro, uma carta endereçada a mim mesma para ser enviada aos EUA com o objetivo de ser selada e, então, mandada para o Espaço, onde seriam carimbadas pelos astronautas durante a missão. Depois disso a carta seria enviada ao seu destinatário e uma delas era a minha”, relembra.
Mercado de trabalho... E agora?

Felipe Braga
Joyce Waliane
Rosângela Vilela
Tatiana Lima
Sexto semestre noturno


Frio na barriga, mãos trêmulas... Esses são alguns dos sintomas que os jovens sentem ao concluírem a faculdade. Medo de não estarem preparados ou até mesmo não corresponderem com o exigido.

“Quando entrei no curso de Jornalismo, não sabia exatamente quais as áreas que eu poderia seguir. No decorrer do curso é que descobri que jornalista não é apenas aquele que aparece em frente às câmeras, na televisão. Ele pode trabalhar em vários veículos de comunicação: impresso, rádio, entre outros", afirma Anaísa Tonheiro, aluna do oitavo semestre de Jornalismo no Unitoledo.

Durante o curso e até hoje, Anaísa afirma que ainda sente dúvidas em qual área pretende seguir. "Acredito que o mercado de trabalho é complicado para qualquer profissional que acabou de sair da faculdade; estou no último ano e ainda me pergunto: será que vou conseguir ser um bom profissional? Será que dou conta do recado?

A universitária afirma que aprendeu muita coisa nos quatro anos de curso, mas ainda sente-se insegura para ingressar no mercado de trabalho. Um fator muito importante, destaca, é o estágio. "Tenho dois anos de experiência com o estágio que fiz em uma emissora de TV. Aprendi um pouco da rotina diária de um telejornal, o que contribuiu muito na minha vida profissional.”
A gata

Fernanda Caselato, Lívia Gaspar, Naira Janaina Mendes e Rafael Lopes
Quarto semestre


Já dizia o grande poeta João Guimarães Rosa: “Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende”. É assim que a professora e jornalista Ágatha Helena de Freitas Urzedo, 31 anos, define sua paixão em lecionar para jovens. “Ser professora não é brincadeira. Ao mesmo tempo em que é muito gostoso, devido ao contato que tenho com os jovens, é uma responsabilidade enorme, pois precisa ter amor e conquistar os alunos.”

No mês em que se comemora o Dia do Professor, não seria possível deixar de homenagear essa mulher que, como tantos outros mestres, destaca-se pelo profissionalismo. Mineirinha, nascida em Uberaba, interior de Minas Gerais, Ágatha morou até os 22 anos na cidade de Iturama, no mesmo Estado. É filha mais velha da professora universitária Rita Helena de Freitas Urzedo e do pecuarista João Machado de Urzedo, aposentados que continuam exercendo a profissão, ela como professora de Direito e Pedagogia, e ele cuidando de “um minifúndio”. Séria desde criança e companheira dos pais, daquela não dava trabalho, Ágatha deixou a família – os irmãos Dienane de Freitas Urzedo e Luiz Adriano de Freitas Urzedo, em Iturama. Foi em busca de seu futuro.

Mudou-se para Votuporanga, onde se formou em Comunicação Social – habilitação em Jornalismo. A saudade e sua falta de experiência com os serviços domésticos foram seus maiores obstáculos. Mas, como sempre morou em repúblicas, aos poucos foi se acostumando. “Sempre fui muito dependente, nunca tinha lavado, passado e cozinhado. Mas na república encontrei pessoas incríveis e, assim, um apoiava o outro. Isto facilitava muito na superação da distância de casa. Como hoje estou fora há nove anos, já me acostumei”, afirmou. Assim, a professora continuou seu caminho fazendo pós-graduação em Administração Estratégica em Comunicação, com ênfase em Marketing e Recursos Humanos, pela Unilago de São Jose do Rio Preto.

Dona de um par de olhos castanhos, que são acompanhados e protegidos por uma armação com lentes de grau que auxiliam a sua visão, tornando-os, assim, seus companheiros de todas as leituras, ela tem um olhar chamego que se torna fulminante, mas que, ao invés de destruir, transmite uma energia vibrante.

Curto, seu cabelo castanho-mel desce cacheado até os ombros, envolvendo sua cútis rosa-bebê. Por onde passa, é possível sentir o cheiro de perfume adocicado de leite de rosas que sai de sua pele suave e delicada. Suas sobrancelhas negras, que são grossas e bem desenhadas, se alinham à perfeição do nariz pontiagudo. Os pensamentos rápidos, porém organizados, se unem à sua voz tão veloz e rouca.

Assim é a Ágatha, que sempre chega à sala de aula com o mesmo sorriso contagiante, que se assemelha muito ao de um palhaço transparecendo sua total felicidade com a vida. Muito agitada, ela consegue alegrar o ambiente por mais tedioso que esteja. Estar ali, para ela, é um grande prazer.

Morando desde 2000 em Araçatuba, ela é professora de Jornalismo e Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Toledo e de outra instituição da cidade. Ágatha Urzedo também atua na área jornalística como editora do caderno de cultura do jornal Folha da Região. Sem demagogia, ela define o jornalismo como uma profissão muito bonita. “Gosto muito de uma frase que diz que somos a ponte entre a informação e o público.” Para ela, o jornalista tem a missão de interpretar os fatos do dia-a-dia e passar de forma mais clara, facilitada, direta, correta e o principal, mais verdadeira, sendo ético para não haver fofocas.

Sua competência pode ser observada diante de tantas mídias em que já trabalhou. Começou em rádio AM e FM, desde o começo da faculdade, como locutora, editora, repórter e produtora; depois editora, produtora, repórter e apresentadora de um programa para jovens pela TVI/SBT. Há cinco anos no jornal, já trabalhou como repórter e hoje é editora.

Uma curiosidade é o hábito que ela tem de anotar num caderno todos os livros e filmes que já leu e assistiu. “Gosto de filmes de ação, aventura e alternativos. Já livros seria uma injustiça recomendar algum, pois todos que li são excelentes”, revelou.

Entre as músicas prediletas, a professora é enfática ao dizer que não agrada os estilos musicais pagode, rap e funk. “Marisa Monte, Madonna, Vanessa da Mata, Djavan, entre outros, são os meus prediletos”. Falando ainda em cultura, Ágatha já foi premiada pelo trabalho realizado na área, com o prêmio “Essas Mulheres Maravilhosas”, promovido pelo Unitoledo.

Outra paixão dela são as viagens. “Amo pegar estrada e ir para a praia. Mas também gostei muito das cidades históricas de Minas”. Ao falar em comida, ela é igual uma formiga, pois gosta muito de doces, como sorvete e chocolate. Além de massas em geral.

O que mais admira numa pessoa é a justiça. “O justo não prejudica ninguém, é a melhor característica que alguém pode ter. Fico muito nervosa quando vejo injustiça, principalmente contra crianças”, enfatizou. Seu maior medo é acontecer alguma coisa com as únicas três sobrinhas que tem.

Ágatha se define uma pessoa idealista, simples, distraída, bem-humorada, mas também acha que precisaria ser mais disciplinada e vaidosa. Seu ídolo é Jesus Cristo. Um fato marcante de sua carreira foi ter entrevistado o professor Pasquale Cipro Neto e alguns artistas.

Quando questionada a respeito da obrigatoriedade do diploma, ela se mostra indignada com o descaso do governo. “É uma injustiça tamanha quererem tirar o diploma do jornalista. Vejo isto como uma punição do governo, porque somos nós que o fiscalizamos”. Ela ainda faz uma sugestão: “Se for assim, eu conclamo todos a entrar na Justiça contra o governo, para requerer o dinheiro da faculdade de volta, pois eu poderia muito bem ter feito outro curso e, mesmo assim, atuar como jornalista”.

Para concluir, ela ressalta que o diploma vai dar a sustentação para o profissional. “Saber escrever bem é ótimo, porém, somente na faculdade ele vai aprender a treinar este talento”. Para o futuro, o seu maior sonho é ser mãe. Porém, ela acredita que não poderá realizar devido à correria do dia-a-dia. Outra meta é cuidar melhor do próprio bem-estar.

Alta e de bela aparência, seu estilo é sempre o básico, uma blusinha, calça jeans e sandália. Claro, sempre acompanhada de uma clássica bolsa grande. Agatha é bela até no nome, que pode ser transformado em “A gata”.
Câmara fará concurso para contratar jornalistas


A Câmara de Araçatuba vai realizar concurso público para a contratação de 27 servidores efetivos.  Entre as vagas oferecidas, há uma para repórter-fotográfico, três para repórter e cinco para técnico de áudio e vídeo.

O concurso será aplicado pelo Instituto Cetro e as inscrições pela internet poderão ser feitas entre os dias 17 de outubro e 3 de novembro. As inscrições também poderão ser feitas pessoalmente ou por procuração na Câmara de Araçatuba entre os dias 22 de outubro e 4 de novembro.

O objetivo do concurso, segundo o presidente do Legislativo, Antônio Edwaldo Dunga Costa, é preencher vagas de servidores que já se aposentaram ou morreram e também regularizar funções atendendo a indicações do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo. É que algumas atividades que são ocupadas hoje por funcionários comissionados deverão ser preenchidas por funcionários efetivos, aprovados em concurso público. (Com informações da Câmara Municipal)

Clique aqui para baixar o edital completo do concurso.

Peculiaridades de uma vencedora


Angélica Neri, Diuân Feltrin e Juliana Martins

Traços de seriedade misturados com sorriso de menina. Olhar doce, no entanto, com doses de sarcasmo. Olhos azuis como o céu na primavera. Exemplo de mulher moderna e independente, que com seu esforço e dedicação serve de parâmetro para jovens que buscam o sucesso profissional.

Seu nome foi inspirado em uma personagem do livro Anna Karenina, personagem homônimo de Leon Tolstoi. Sua mãe, Maria Rocha da Cunha, não leu a obra, porém o título a atraiu devido à semelhança com o nome de sua primogênita: Karine. “Todo nordestino que se preze tem nome complicado. Comigo não seria diferente. Como diz o Severino, de João Cabral de Melo Neto, Karenine é meu nome de pia; mas ao contrário dele, não somos muitas Karenines”, comenta.

Nascida em Natal, Rio Grande do Norte, no dia 2 de abril de 1980, Karenine Miracelly Rocha da Cunha considera-se uma mulher de sorte, já que teve dois pais: um biológico e outro de criação. Muito ligada à família, Karenine acredita que a união familiar é fundamental, caso contrário, torna-se apenas um “amontoado de pessoas com afinidades biológicas”.

A jovem é do tipo de pessoa que consegue enxergar a felicidade nos pequenos gestos: as conversas com a irmã e seus conselhos, o pão feito pela mãe, as pamonhas que apenas seu pai, Francisco Manuel da Cunha, sabe fazer. Enfim, coisas que para muitos podem parecer banais, são essenciais para Karenine.

Por ironia do destino, os estudos entraram por acaso na vida da jovem. Nas campanhas eleitorais de 1985, dona Maria teimou em ensinar a filha mais nova a ler e escrever. O material usado: panfletos de campanhas políticas. O que começou como uma “brincadeirinha” transformou-se na maior paixão de Karenine: a leitura, que mais tarde acarretaria na escolha de sua profissão.

Os anos de estudo, sempre em escolas públicas, caracterizaram-se por extremo empenho. “Sempre estudei em escola pública, inclusive a faculdade. E isso me incentivou a estudar mesmo, porque eu sabia que se quisesse aprender, teria que fazer a minha parte”, revela a jornalista.

O curso de Jornalismo na Unesp de Bauru obrigou a jovem a se separar do aconchego familiar. A adaptação foi rápida, e as dificuldades para manter-se sozinha foram compensadas por bolsas de monitoria e iniciação científica, conquistadas com muita dedicação. “Foi por conta dessas bolsas que eu me dediquei muito à pesquisa durante a faculdade e fiz estágio na Rádio Unesp. Anos depois, isso seria essencial para eu ingressar no mestrado.”

Concluída em 2001, a faculdade de Jornalismo foi mais uma vitória da menina de Natal. Com parte do sonho realizado, a próxima etapa seria conseguir um trabalho na área. Isso foi muito fácil para nossa vencedora. Em dezembro do mesmo ano, Karenine foi aprovada em um teste da Folha da Região de Araçatuba, onde atuou como repórter por cinco anos e dois meses. Durante este período, surgia em nossa homenageada uma nova paixão: a área acadêmica.

Em agosto de 2005, Karenine começou a lecionar no Centro Universitário Toledo.  Professora criteriosa e jornalista que se destaca por sua inteligência e cultura, possui peculiaridades ao transmitir sua sabedoria. Conhece as particularidades de cada aluno e está sempre disposta a ajudar. Ela também sabe, de uma maneira sensata, os momentos ideais para tecer críticas e elogios, o que é facilmente identificado em seus famosos “recadinhos” nos finais das provas.

Karenine acredita que ensinar é uma boa forma de aprender. “Dizemos que professor é aquele que, no meio do caminho, não só ensina, mas aprende. Não estamos repetindo um bordão sem fundamento. Ensinar é, antes de tudo, estudar e pesquisar. E é isso que gosto de fazer”, enfatiza.

Karenine Miracelly Rocha da Cunha é o tipo de mulher que não descuida da aparência. Com cabelos castanho-claros, um pouco abaixo dos ombros, sobrancelhas finas, pele branca como a neve, magra, não muito alta e lábios carnudos de coloração avermelhada, é dona de um sorriso contagiante capaz de colorir um ambiente sombrio. Procura sempre se vestir de forma adequada à situação, o que demonstra sua compostura de mulher fina.

A voz suave, e ao mesmo tempo decidida, contradiz a fragilidade de sua aparente juventude com a autoridade de uma mestra. Normalmente brincalhona, às vezes surpreende a todos com uma pitada de mau humor. Extremamente espartana, indisciplina é capaz de tirá-la do sério.

O reconhecimento que é dedicado a ela provém de sua vasta bagagem cultural, comprovada em suas envolventes explicações. Seu ar intelectual é realçado nas vezes que usa óculos.

Professora de Teoria do Jornalismo para os acadêmicos do 4° semestre e também Edição Jornalística para os alunos do último semestre, Karê, como é carinhosamente conhecida pelos mais íntimos, conquistou, no início de 2008, o cargo de coordenadora do curso de Jornalismo do Unitoledo, além de ter sido aprovada no concurso de professores da Fatec - Araçatuba. A receita de sucesso recomendada pela professora aos seus alunos é, obviamente, a leitura de jornais, livros e revistas.

Os planos de Karenine não param por aí. Agora, ela pretende ingressar no doutorado que, segundo ela, será mais uma etapa de muito estudo, dedicação e pesquisa.

Quanto às frustrações, Karê reconhece que fazem parte da vida de qualquer pessoa, e as encara de maneira convincente. “Como todo mundo, choro em um primeiro momento. Mas depois tenho que comer um chocolate ou uma batatinha frita e sair para caminhar ou correr e pensar em como vencer a frustração e ser melhor que ela. Trata-se de uma atitude eat and run ou Forrest Gump.”

Karenine é a prova de que esforço, dedicação e competência levam ao sucesso. Uma grande colecionadora de conquistas. “Tudo que fiz até hoje foi acumular conquistas que, na verdade, são coletivas, visto que constituem sonhos particulares e de minha família. Meus pais não tiveram oportunidade de estudar e depositaram em mim e em minha irmã seus sonhos. Conseguimos realizar tudo juntos”, relata, emocionada.

Ela é um exemplo de jornalista que se enquadra na famosa frase de Cláudio Abramo: “O jornalismo é, antes de tudo, a prática diária da inteligência e o exercício cotidiano do caráter.”

Wikipédia: o que ela não é


Jean Oliveira, Gustavo Noce Cruz, Marcelo Henry e Márcio Bracioli
Sexto semestre diurno


Ao criar a conta no Wikipédia, começamos a explorar suas possibilidade. Umas das coisas que nos chamou atenção é o link "O que a Wikipédia não é", que fica na seção "Outras páginas que não dispensam sua leitura..."

Achamos, inicialmente, engraçado o fato de os autores do site destacarem o que aquela página não é, criando um contraponto à tendência de sempre se ressaltar os serviços oferecidos.

Ao clicarmos no controvertido link, encontramos uma lista de 24 itens de coisas que o Wikipédia não é. E para quem não teve a curiosidade ainda de ter esta informação, destacamos que ela não é "uma enciclopédia impressa", "não é uma fonte primária de dados" e nem tão pouco é "um dicionário" ou "fórum de discussões".

Mas, afinal, do que se trata então a "wiki"?  Ela é, segundo as próprias palavras, "uma enciclopédia on-line, e como um meio para esse fim, é também uma comunidade virtual formada por pessoas interessadas na construção de uma enciclopédia de alta qualidade, num espírito de respeito mútuo".

Nós, que já a utilizávamos como fonte de pesquisa, tivemos uma experiência diferente assim que criamos a conta. Sentimo-nos como se tivéssemos tido acesso a seus corredores, e ao saber o que ela é e não é, chegamos à conclusão de que a "wiki", se ainda não é totalmente confiável, é uma bela e bem-sucedida referência sobre compartilhamento de informações.

Ver ou não ver a Wikipédia? Eis a questão!


Cláudio Henrique, Ronaldo Ruiz e Ivan Ambrósio
Sexto semestre noturno


Muita gente pode até não confiar na Wikipédia, por ser uma enciclopédia virtual escrita por várias pessoas, mas não é tão fácil assim publicar um artigo na página. É extremamente difícil pautar as postagens de acordo com os tutoriais, uma vez que são regras um tanto quanto “rígidas”.

Primeiramente, a sugestão de artigo tem que ser aprovado, para ver se tem relevância. Depois de escrito, ele deve ser aprovado pelos editores. Em uma primeira visualização pelo site, percebe-se que a linguagem é muito difícil e a probabilidade de escrever alguma coisa se torna remota no primeiro momento.

Diante de tantos links, o usuário acaba se perdendo. Mas, com o tempo, esse “bicho de sete cabeças” acaba se tornando de fácil acesso. Um dos pontos que comprovam a confiabilidade do site seria a “Verificabilidade”, que são referências a páginas exteriores que comprovam a veracidade das informações.

Portanto, o site possui dois extremos. O primeiro seria a demonstração de que o usuário precisa passar por certas normas para ser verificada a relevância do produto postado. Outra questão a ser ressaltada é que muitas informações na Wikipédia não são verídicas, sejam por má-fé de alguns usuários ou por falta de fontes confiáveis. O ideal é, sim, consultar este site, mas não o tenha como a única referência.

Professor, você tem valor

Cláudio Henrique
6º semestre noturno


O dia 15 de outubro é uma data agraciada, pois é prestada homenagem a quem dedica a vida a ensinar os outros. O professor, um dos profissionais mais reverenciados na área trabalhista, é uma peça importante não só na educação de pessoas, mas para formar nestes cidadãos uma consciência crítica, motivando seus alunos para uma sociedade mais justa e de líderes preparados intelectualmente.

Todos já viveram momentos agradáveis e até polêmicos com seus respectivos professores. Como esquecer daquela excursão promovida com a turma e os docentes? Ou ainda, como esquecer a forma de lecionar de determinado professor? E as lições sábias de quem possui uma experiência exemplar? Sem dúvidas, os professores são o combustível do saber, e não valorizar este profissional é comprometer o bom andamento de um povo.

Infelizmente, o professor no Brasil não é respeitado, em especial na rede pública de ensino, onde se concentra a maioria dos alunos brasileiros. Salários baixos, estrutura falida, material pedagógico desatualizado, perda de autoridade, enfim, são inúmeros fatores que baixam a auto-estima do docente. Aliado a isso está a indiferença de parcela da sociedade perante quem ensina com amor.

Mas este Dia do Professor é momento de agradecer a todos estes mestres que passaram pela vida de todos um dia. Afinal, professor, você tem um valor imenso!

P.S: não podia deixar de agradecer aos professores que passaram por minha vida, e me ensinaram muito mais que lições teóricas. Cada um em sua especialidade, me fez aprender a ser um cidadão crítico e pronto para enfrentar os desafios do mundo. Abaixo, e na ordem dos anos, coloco todos aqueles que me ensinaram algo nestes 17 anos de vida escolar e atualmente acadêmica.

Ensino Infantil: 1º jardim até a pré-escola- "Tia" Bete, "Tia Cristina", Tia "Eliana".
Ensino Fundamental e Ensino Médio: 1ª a 4ª Série: profª Aurora, profª Cleusa, profª Sônia, profª Edna, profª Elsa, profª Nacir.
5ª ao 3º ano: profº Leonildo, profº Marisa, profº Pedro, profª Cláudia, profª Sandra, profª Jaci, profª Gleyce, profª Vilma, profº José Reinaldo, profª Moisés, profª Edilene, profª Marildes, profª Maria Cristina, profª Elizete, profº Rildo, profª Neusa Carvalho, profº Ricardo, profº Carlos, profª Ivete, profª Maria Janice.
Ensino Superior: Profª Ângela Liberatti, profª Melissa Moura, profª Ayne Salviano, profª Fernanda Fuga, profª Marly Burger, profª Ágatha Urzedo, profª Karenine Miracelly, profª Ester Mian, profº José Marcos Taveira, profº Eduardo Peters, profº Pedro Filardi, profº Fernando Rister, profº Daniel Barile e profº Luiz Venezuela.

Meu muito obrigado a todos vocês!
Uma nova forma de terrorismo

Ronaldo Ruiz
Sexto semestre noturno


Imagine como seria sua vida sem as facilidades oferecidas pela tecnologia de ponta, como internet, telefones celulares, computadores, laptops. Sentimos na pele a falta que um simples site, como o Orkut, ou o programa de chat do MSN fizeram quando estiveram fora do ar recentemente, ou ainda a pane nos serviços de internet oferecidos pela Telefônica, que nos deixou desconectados (além de apavorados) do mundo virtual.

Vamos um pouco mais além. O que seria da nossa vida sem coisas básicas como fornecimento de energia elétrica, meios de comunicação, controle de tráfego aéreo, trânsito e ferroviário, ou se todas as ações das bolsas de valores do mundo começassem a despencar, efeito este que já estamos sofrendo com a crise norte-americana?

“Voltaríamos à Idade da Pedra”. A frase dita no filme “Duro de Matar 4.0” sintetiza bem a mensagem que a película quer nos mostrar. Nada de armas químicas ou de destruição em massa, nem fanáticos religiosos jogando aviões em edifícios no coração de Manhattan. Mas algo tão caótico e destruidor. O terrorismo virtual seria a arma perfeita. Crackers (hackers do mau) contratados por uma organização criminosa, encabeçada pelo vilão Gabriel, que já trabalhara para o governo norte-americano, estão incumbidos de destruir os pilares do mundo globalizado: a tecnologia de ponta.

Primeiro os terroristas controlariam os controles de tráfego, aéreo, urbano e ferroviário. Com todos os semáforos abertos, vários acidentes de automóveis ocorrerão, paralisando toda a cidade de Washington. O segundo passo seria um ataque ao sistema financeiro. Todas as ações nas bolsas de valores do mundo inteiro começariam a despencar. Já dá para imaginar a loucura dos investidores vendo todos os acionistas fugirem, levando seu dinheiro junto. E, por fim, o corte de serviços básicos, como fornecimento de energia elétrica, água, gás, serviços de emergência e meios de comunicação. Esta ação é chamada no filme de “Queima de estoque”, um ataque terrorista ainda inédito, mas como sempre antecipado pelos cineastas, que destruiria toda a base de sustentação dos Estados Unidos, o que causaria, conseqüentemente, uma possível crise mundial.

Cabe agora ao já lendário detetive John McClane, interpretado por Bruce Willis, resolver a parada do seu jeito, ou seja, com muito tiro, perseguições automobilísticas em alta velocidade, táticas e fugas mirabolantes, e muitos corpos de vilões deixados para trás. McClane vai ficar mais nervoso quando sua filha Lucy fica refém nas mãos dos terroristas. Ele vai contar ainda com um jovem hacker, procurado pela Justiça, para ajudá-lo a resolver os problemas envolvendo tecnologias complicadas demais para um simples policial.

O filme nos faz parar para refletir como reagiríamos em uma situação dessas, sem todas as facilidades oferecidas pela tecnologia. Pensamos, então, como o homem cria necessidades, que antes jamais existiam, e que nos tornam involuntariamente dependentes delas.

Como nenhum terrorista ou criminoso querendo ficar multimilionário não pensou nisto antes? Para um cracker/nerd, este seria o seu maior feito. Mas depois ele se sentiria vazio sem toda aquela tecnologia que tanto ama. Nesse caso, para ele, seria um tiro no pé, mas para bandidos isto é altamente vantajoso.

Apesar de ser um filme de ficção, dá para perceber nas cenas o caos que o nosso cotidiano iria se tornar. Somos totalmente dependentes da tecnologia. Pessoas com marcapasso precisam dela para viver, alguém em uma UTI, entre a vida e a morte, também. Pode parecer que não, mas um ataque assim tomaria proporções catastróficas.

Ataques terroristas, guerras e invasões intergalácticas só têm graça nos filmes. Quando acaba a sessão do cinema, esfregamos nossos olhos e voltamos à nossa realidade menos caótica. A coisa seria feia. Aliás, quem garante que surgiria um John McClane para salvar o dia no final?

Assista ao trailer do filme:

Uma Câmara renovada

Cláudio Henrique
6º semestre noturno


Araçatuba terá uma Câmara dos Vereadores diferenciada a partir de 2009. Dos atuais parlamentares, apenas três conseguiram se eleger, causando assim uma expressiva renovação no legislativo araçatubense. Entre antigos e inéditos, a "Casa de Leis" do município promete ser mais independente nos próximos quatro anos.

Desde 2004 a Câmara conta com 12 vereadores, o que fez a disputa legislativa ser mais acirrada. Neste ano, a história não foi diferente, e até ao final da apuração nada estava definido, visto que para se elegerem os candidatos não contaram apenas com uma boa votação, mas com o burocrático coeficiente partidário e de coligação, que deixou de fora grande parte dos atuais parlamentares (até mesmo alguns favoritos), e promoveu o retorno de uns e a estréia política de outros.

Entre aqueles que não se elegeram, apesar de bem votados, aparecem figuras conhecidas dos últimos mandatos parlamentares, como Mário Mardegan, Dr. Jaime, Nilo Ikeda, entre outros, que foram excluídos do "grupo dos 12" de maneira surpreendente. Porém, alguns dos atuais legisladores se decepcionaram com os números finais, como Marcos Salatino, que foi eleito com a maioria das intenções em 2004, professora Marly Garcia, Marcelo Andorfato, Luciano Gomes e Nei Giron.

Para finalizar o "time perdedor", vale destacar os considerados candidatos a "revelação", como Guga, filho do atual vereador Dunga, que obteve grande votação, porém não conseguiu entrar, e outros como Alex Lapenta, Deomar Cavazzana, João Moreira e Cida Xavier, que podiam muito bem figurar entre os eleitos, mas também ficaram no "quase".

Passando para o quadro dos eleitos, revelações consolidadas criaram boas expectativas, além da crença de uma renovação plena. Nomes como Tieza, Rivael Papinha, Platibanda e Olair Bosco surgiram como promessas de uma legislatura com objetivo de fazer uma política voltada para a população.

No campo dos experientes, Edna Flor, professora Durvalina e Joaquim da Santa Casa conquistaram um novo aval do eleitorado, e prometem exibir serviços eficientes. Outro que "roubou" a cena novamente é Cido Bixeiro (com "x" mesmo), que após ser eleito em 1992 e não assumir por problemas judiciais, agora teve o aval nas urnas.

Agora cabe aos novos (e reeleitos) vereadores zelarem pelo bem de Araçatuba, pautando suas atividades para o povo que os elegeu, sem trabalhar para interesses próprios ou da Prefeitura, como fez inúmeras vezes a atual legislatura.
Tom Zé e a sua resistência frente ao capital

Fabrícia Lopes
Quarto semestre


Um regime totalitário devido sua força dogmática sempre suscita oposição. Em 1968, o Brasil vivia sob uma severa ditadura militar. Tanta proibição por parte do Estado fez emergir um forte espírito de negação. Mas o que negar? Regime político, valores morais e também a produção cultural, que até então, era pautada por um intenso nacionalismo? Tal conjuntura incitou a interferência de intelectuais que assumiram uma postura crítica frente a atual situação.

A intervenção desses músicos e intelectuais recebeu o nome de Tropicalismo. O movimento contava com os baianos Caetano Veloso, Gilberto Gil e Tom Zé, os letristas Torquato Neto e Capinam, o maestro e arranjador Rogério Duprat, o trio Mutantes e as cantoras Gal Costa e Nara Leão. Oficialmente, a união destes músicos durou apenas um ano, no entanto a influência decorrente desta reviravolta cultural continua ecoando na música brasileira.

Tom Zé, intelectual engajado serve de exemplo, pois continua a questionar as posturas ditas “democráticas”. O músico que não se rendeu ao mercado é um exímio conhecedor das estruturas sociais. A profundidade de sua arte pode ser explicada por sua formação. Tom cresceu em uma família dividida em facções ideológicas: revolucionários versus reacionários. As reuniões de família sempre tinham como tema questões doutrinárias e isto fez com que o intelectual transformasse a política na tônica de suas composições.

O baiano, que usa a música como instrumento ideológico, continua a denunciar as barbáries do atual sistema com suas polêmicas letras, assim como fazia há 40 anos. Os álbuns “No Jardim da Política” e “Com Defeito de Fabricação”, ambos de 1998, retratam questões sociais complexas, que foram esquecidas pelos famosos tropicalistas olimpianos que outrora eram ferrenhos críticos do Estado.

Sem dúvida, a crítica social do gênio evidência a omissão por parte de alguns intelectuais vendidos, que optaram pela fama e pelas “delícias” da sociedade capitalista. O baiano Tom Zé continua a cantar por prazer e por amor a suas convicções. Tanta originalidade não desperta o interesse da grande imprensa, que prefere em seus espaços aqueles adeptos ao capital e suas vantagens.

Nisso, notamos que a abertura política fez emergir um novo inimigo, o neoliberalismo, uma fase avançada do capitalismo que inviabiliza a crítica pelo meio musical já que os conglomerados se apropriam da produção cultural com censura exercida pelas gravadoras. A arte perde sua essência e torna-se uma mera mercadoria.

Ao contrário de Gil e outros colegas de Tropicália, Tom Zé manteve-se fiel aos seus ideais. Esta atitude lhe custou o esquecimento durante um longo período, entretanto, tanta genialidade não pode ser contida pela censura mercadológica, e sua música repleta de singularidade ainda hoje é reconhecida no Brasil e fora dele.

Tom e sua história nos ensinam que o Tropicalismo que era para ser um movimento ideológico, político e cultural, tornou-se uma fábrica de construir vedetes. Estas circunstâncias ilustram que na sociedade capitalista até os movimentos sociais e ideológicos são rendidos pelo capital que toma todos os espaços.

Para músicos e qualquer cidadão, Tom Zé é um exemplo, pois não negocia seu dom em troca de prestígio, fama e poder. Ele e sua esposa, Neuza, atualmente vivem uma vida simples, sem grandes holofotes. Este cantor avesso às regras comerciais conseguiu provar que trabalho e prazer podem andar juntos, mesmo quando a localização geográfica é o Brasil.
O verdadeiro bicho-papão

Sarita Gadioli
Sexto semestre noturno


A pedofilia é a perversão na qual a atração sexual de um indivíduo adulto está dirigida para crianças ou pré-adolescentes. Ultimamente, o número de abusos está aumentando, tanto no Brasil quanto no resto do mundo.

O motivo que leva esses agressores a cometer esse ato ainda não foi totalmente revelado. São pessoas que possuem algum tipo de deficiência mental, psicose, ou sofreu algum tipo de abuso na infância. E por mais frio que sejam, alguns fazem apenas por prazer.

Nesses últimos dias, alguns casos tiveram destaque na mídia. Na Espanha, foram presos 121 pedófilos, com a ajuda da polícia brasileira. Muitos usavam os próprios filhos para a produção de vídeos pornográficos. No Brasil, um homem de 52 anos foi pego em flagrante pela polícia no banco traseiro de um carro com uma menina de 9 anos.

Em alguns casos, os próprios pais abusam dos filhos e os obrigam a ficar calados. Já houve casos em que filhas engravidaram de seus pais, e a maioria era menor de idade.

A internet é o meio mais usado para esse tipo de crime. É nela que os criminosos procuram a vítima, se aproximam, agradam, e depois disso começam a abusar pessoalmente. O índice de pornografia infantil na internet é muito elevado. Existem vídeos de todos os tipos e com crianças de todas as etnias.

No Brasil, a pena para um pedófilo é de seis a dez anos de prisão e é considerado um crime hediondo. Para a pornografia infantil, a pena é de dois a seis anos, mais multa. Mas existem projetos de leis que tendem a aumentar essas penas. Algumas campanhas pela internet também são feitas para tentar diminuir esses crimes e fazer com que as pessoas denunciem os pedófilos que estão espalhados pelo mundo todo.

Pedofilia é crime! Devemos cuidar de nossas crianças para que elas cresçam sem medo, como uma criança deve crescer, brincando, aprendendo, estudando... E sem medo do bicho-papão que ronda a casa de milhares delas pelo mundo afora.
Política é a arte do público, diz Edna Flor

Beatriz Longhini
Sexto semestre noturno


A vereadora eleita mais votada em Araçatuba, Edna Flor (PPS), obteve 4.286 votos nas eleições do dia 5 de outubro. Ela, que é advogada, fundadora da Acrepom (Associação dos Catadores de Papel e outros Materiais Recicláveis) e da ONG Rede Cidadania, afirma que não imaginava que sua campanha teria tanta resposta da população.

Edna começou sua carreira política na década de 80, com a vontade de lutar contra as injustiças. Após perder a última eleição para prefeito e mudar de partido (do PT para o PPS), a advogada sentiu a necessidade de se candidatar novamente, e fazia parte da coligação “Renova Araçatuba”, que tinha como candidato a prefeito Dilador Borges Damasceno, do PSDB.
“Acredito que o Poder Legislativo deve ouvir o clamor das pessoas, e assim desenvolver projetos onde a comunidade seja atendida”, explicou.

Com a desilusão da campanha de 2004 e, conseqüentemente, a mudança de partido, Edna garante que seu relacionamento com o prefeito eleito, Cido Sério, do PT, não irá mudar nenhuma de suas atitudes dentro da Câmara dos Vereadores. “Trabalharei com independência, sem resolver as coisas pelo lado pessoal. Não serei nem de oposição e nem de situação sistemática. A política é a arte do povo, do coletivo, e isso não deve ser prejudicado”, afirma.

A Câmara dos Vereadores, em Araçatuba, sofreu uma grande mudança nessas eleições. Apenas três candidatos conseguiram se reeleger, o que comprova a insatisfação da população. “As pessoas me diziam nas visitas durante a campanha que queriam mudar a cidade. Até quem votou em branco ou anulou seu voto pôde demonstrar esse descontentamento com o poder público”, conta Edna.

Para ela, o vereador tem que saber bem sua função. “Tem atribuições que é do Poder Executivo e que não cabe a nós, do Legislativo. Mas é preciso que a Câmara ande em sintonia com a comunidade e com a administração pública”, explica.

Pela segunda vez, Edna terá a chance de presidir a Mesa Diretora da Câmara, e diferentemente da primeira vez, em 2000, quando recusou o cargo, ela colocará seu nome em discussão para presidir o Plenário. “No primeiro mandato, tive dificuldade, porque não sabia sobre o regimento da Câmara, como funcionavam as coisas. Mas tenho refletido e penso que, agora, tenho mais tempo para cuidar da comunidade sem me preocupar com as burocracias”, conta a advogada, com esperança.

Edna Flor tem muitos projetos para o ano que vem, quando toma posse. Entre alguns deles, está a revisão da composição dos conselhos municipais. “A Câmara tem que ter também um pouco da função do Executivo, é preciso fiscalizar e legislar de acordo com as necessidades da comunidade e a atuação dos conselhos é uma prioridade”.
Carnaval fora de época

Aline Simplicio
Juliana Martins
Karoline Verri
Nilma Ruas
Tamyris Araújo
Sexto semestre diurno


Ninguém agüentava mais. A poluição audiovisual, que aumenta em época de eleição, incomodou muitos moradores de várias cidades. E o pior, as conseqüências deste problema perduram após o período eleitoral.

A comunidade já não suportava mais o barulho vindo dos carros de som, que passaram incessantemente pelas ruas sem respeitar horários, volume e lugares proibidos, como escolas e hospitais. Isso sem analisar o conteúdo apelativo das músicas.

Além da poluição sonora, a visual também causa transtornos. Panfletos, santinhos, adesivos, cartazes, faixas, jornais e revistas sujam as cidades e ocasionam vários problemas ambientais.

É muito papel desperdiçado, muita árvore cortada com esse material que tem destino certo: o lixo. Aqueles que são jogados nas ruas, o vento e as chuvas levam para os bueiros causando mais problemas para os moradores.

Existem, ainda, as bandeiras que atrapalham a circulação dos pedestres e o trânsito dos veículos. Uma falta de bom senso que prejudica a rotina das pessoas e ainda pode causar acidentes.

As idéias e os projetos de um candidato deveriam bastar na busca pelo voto. Afinal, isso é política ou carnaval fora de época?
E o futuro prefeito é Cido Sério...

Cláudio Henrique
Sexto semestre noturno


Chegou ao fim mais um pleito municipal da história política de Araçatuba. E o que era para ser mais uma mera votação, se tornou uma das mais emocionantes disputas dos últimos tempos, como se a eleição deste ano fosse um presente à altura do centenário do município, a ser celebrado em dezembro. A cidade inteira se mostrou atenta em saber quem seriam os representantes da população para os próximos quatro anos, e prova disso foi o expressivo comparecimento dos eleitores aos colégios eleitorais, que chegou aos 83,18%.

E a maioria dos pouco mais de 130 mil eleitores araçatubenses elegeu Cido Sério (PT) como o prefeito para a gestão 2009-2012. O petista se elegeu com 43.093 votos (43.02%) válidos, e quem definia a contagem como um processo sem grandes emoções se enganou, pois até o fim o atual deputado estadual se viu perseguido pela surpresa neste pleito, Dilador Borges Damasceno (PSDB).

Julgado como coadjuvante no início de campanha, o tucano foi ganhando popularidade, e disputou voto a voto com Sério. Dilador terminou em segundo, com 42.232 votos (42,16%), chegou a liderar a disputa na apuração das primeiras urnas, mas viu seu desempenho cair quando foram contadas as votações da periferia, uma vez que seu reduto eleitoral foram os colégios eleitorais do centro da cidade. No final, Sério obteve vantagem de 819 votos para Dilador.

A decepção, no entanto, ficou para o lado da coligação "Araçatuba acima de tudo", encabeçada pelo candidato Antônio Edwaldo Dunga Costa (PMDB). O vereador não conseguiu repetir sua popularidade como parlamentar, e amargou a indigesta terceira posição, recebendo 11.565 votos (11,55%). Um dos fatores que pesaram para este desempenho pífio foi a alta rejeição do eleitorado perante Dunga, além de sua imagem ser associada como a de "candidato do prefeito Maluly", cassado em setembro, e que declarou apoio ao atual presidente da Câmara dos Vereadores.

Outro que fez feio, mas que já tinha seu desempenho claramente traçado, foi David Silas Lopes Prado (PTN), que assim como Dilador foi candidato pela primeira vez a um cargo público. David obteve 3.280, ficando com a última posição, um total de 3,27% dos votos válidos.

Com o fim das eleições, o desafio do prefeito eleito é colocar Araçatuba em ordem, desde as contas até os serviços públicos. Porém, Cido Sério, seu vice, Carlos Hernandes, e toda a equipe de governo devem aproveitar o momento para traçar metas ainda mais eficazes de desenvolvimento, gerando assim uma gestão para todos, conforme pregado na campanha dos candidatos eleitos. A cidade, de fato, merece ser levada a sério, independente do nome de seus representantes.
Uma eleição na visão de futuros jornalistas

José Marcos Taveira
Professor de Jornalismo On-line e Novas Tecnologias


A poucos dias das eleições, alunos do sexto semestre de Jornalismo do período diurno sentiram na pele o trabalho que todo repórter tem para lidar com assessores e marcar entrevistas com as quatro pessoas mais divulgadas pela mídia nas últimas semanas.

Em poucas horas, durante a aula de Jornalismo On-line e Novas Tecnologias, conseguiram entrevistar Dilador Damasceno (PSDB), Antônio Edwaldo Costa (PMDB) e David Silas Lopes Prado (PTN). E ainda escreveram os textos dentro do prazo estipulado, como o dead line em uma redação.

Apenas Cido Sério (PT) não foi localizado, mas seu vice, Carlos Hernandes (PDT), respondeu às três perguntas formuladas: Que balanço faz da campanha eleitoral, qual será a primeira medida caso seja eleito prefeito e como o candidato pretende usar a internet para aproximar o contribuinte da administração e melhorar os serviços públicos?

Três dos quatro grupos cumpriu sua missão por telefone. Um dos grupos foi recebido pessoalmente pelo candidato Dunga.

As reportagens estão nos posts abaixo. A idéia, além do treinamento para os universitários, é auxiliar o leitor deste blog a escolher seu candidato.


ORIENTAÇÕES
Os alunos do sexto semestre noturno também se mobilizaram durante a aula da última terça-feira (30). Entrevistaram universitários de vários cursos e professores para saber qual é o candidato a prefeito ideal e o trabalho desenvolvido pelos vereadores. E ainda pesquisaram para trazer ao internauta o que pode e não pode nestas eleições, solucionando dúvidas.

Confira abaixo e bom voto!
Cido: uma cidade com dois prefeitos

Ester Leão
Léo Lima
Nathália Bragalda
Sexto semestre diurno


Em entrevista concedida a alunas de Jornalismo do Unitoledo, o candidato Carlos Hernandes (PDT), vice na coligação encabeçada por Cido Sério (PT), falou sobre alguns objetivos a serem realizados pelos dois caso sejam eleitos. Sua parceria com Cido é intitulada "Uma cidade com dois prefeitos".

Que balanço o senhor faz da campanha eleitoral?
Boa, foi legal e tranqüila. Foi uma campanha feita “pé-no-chão” mesmo. Foram 90 dias andando muito (em contato direto com os eleitores). Atingiu o objetivo e ajudou muito.

Qual será a primeira medida a ser tomada pelo Cido Sério, caso seja eleito prefeito?
Vamos tomar pé da situação (de Araçatuba). No ato, vamos avaliar imediatamente (a administração). Todos os pontos estão falhos e precisa ser corrigido, melhorar a saúde, tapa-buraco.

Como o candidato pretende usar a internet para aproximar o contribuinte da administração e melhorar os serviços públicos?
Um poupatempo via internet, vamos utilizar muito esse canal.
Dilador: "Conecta, Araçatuba"

Allan Mendonça
Jean Oliveira
Luis Gustavo
Marcelo Henri
Márcio Bracioli
Nilma Ruas
Sexto semestre diurno


Dilador Borges Damasceno, candidato à Prefeitura de Araçatuba pela Coligação Renova Araçatuba, tem 54 anos e é morador de Araçatuba há 23 anos. Formado em Direito, embora nunca tenha exercido a profissão, ele atualmente é administrador de empresa, do qual emprega mais de 150 profissionais.

Depois de 45 dias de campanha, na reta final, Dilador analisa como positiva a campanha, apesar de críticas e ataques: "Estou um pouco triste com os 'politiqueiros' sujos; eles partem para lado pessoal, sinal que incomodo. É que nem um corpo estranho, faz de tudo para expulsar a gente".

Para administrar uma cidade é necessário que haja planos sustentáveis. Para isso, Dilador garante que tem planejado cada passo que irá tomar quando eleito: "Primeiramente vamos fazer um levantamento de toda a situação, e depois partir para ação". Segundo ele, como o mês de janeiro é muito chuvoso, é preciso que haja um cuidado especial com a malha asfáltica: "Faremos várias frente de trabalho para limpar bueiros e tapar buracos", promete, pensando como eleito.

Dilador, assim como a maioria dos candidatos, tem um site onde divulga seus planos de governo. Para ele a grande rede é importantíssima para o desenvolvimento educacional e cultural do cidadão: "Hoje a internet é essencial. Costuma-se dizer que quem não tem internet é semi-analfabeto".

Uma das propostas da frente é implantar uma rede gratuita de internet: "Quero fazer algo fácil para a população. Veja Sud Mennucci, por exemplo, implantou internet gratuita para toda população".

A esperança de Dilador, junto com sua vice Assunta, é de que o dia 5 de outubro entre para sua história pessoal, como o dia em que foram eleitos para administrar Araçatuba.
Dunga: cidade está muito feia e povo sem auto-estima


Aline Simplício
Juliana Martins
Karoline Verri
Paula Senche
Simône Silva
Tamyris Araújo
Sexto semestre diurno



Sexta-feira que antecede as eleições. Um desafio é imposto: entrevistar o candidato a prefeito de Araçatuba, Antônio Edwaldo Dunga Costa (PMDB). A princípio, o contato parecia inacessível. Várias ligações foram feitas e a insistência de seis aspirantes a jornalistas vence a barreira dos assessores.

Às 9h, um plantão foi montado em frente ao prédio onde ele mora. Sete minutos se passaram e o celular toca. Uma voz feminina dispara: "Sobe, temos apenas alguns minutos até outro compromisso". Euforia. Entramos. E agora, qual porta? Uma estava aberta.

Quatro mulheres na cozinha, cerca de cinco homens na sala e o candidato no escritório. Uma verdadeira concentração de "contagem de votos". Mas a entrevista, que foi mais um bate-papo, seguiu descontraída, mesmo com as pressões dos horários que precisavam ser cumpridos.

A entrevista rápida e imprópria pelas circunstâncias do momento, segue abaixo com declarações e desabafos do candidato a prefeito Dunga. E no final até café e salgados foram servidos, mas o grupo preferiu recusar. Ossos do ofício.

Que balanço o senhor faz da campanha eleitoral?
Ela está muito restrita. Embora a democracia seja boa, estão restringindo dos candidatos o poder de se comunicar com o povo. Não pode boné, não pode camisetas, porém não tiraram a propaganda enganosa que alguns candidatos veiculam na TV. A máquina feita na televisão é mais do que compra de voto. E o Judiciário de cada cidade tem um pensamento. O que não pode em Araçatuba, pode em Birigüi e em Guararapes. No restante, foi positiva.

Qual será a sua primeira medida caso seja eleito prefeito?
A primeira medida será a aquisição de uma unidade móvel para o recapeamento das nossas ruas, porque a cidade está muito feia e nosso povo sem auto-estima. Na nossa administração, será tolerância zero para ruas esburacadas. Haverá também uma parceria privada com uma usina de reciclagem para acabar com os entulhos existentes na cidade. Reengenharia no organograma da Prefeitura, tanto na parte administrativa como no Daea (Departamento de Água e Esgoto de Araçatuba). Contratação de funcionários por meio de concurso público, instalação de creches 24h e terceiro turno na UBS (Unidades Básicas de Saúde) até 22h.

Como o senhor pretende usar a internet para aproximar o contribuinte da administração e melhorar os serviços públicos?
Vamos criar a sala do empreendedor, que nada mais é do que uma sala na própria Prefeitura - a exemplo de Santa Fé do Sul e outras cidades - onde o contribuinte, o cidadão que para lá se dirigir, terá todo o atendimento feito por meio da internet. Desde a abertura de uma micro ou pequena empresa até tributos e alvará de licença. Também será feita a interligação de todas as redes municipais. O agendamento de consultas poderá ser feito pela internet, terminando, assim, com as longas filas de espera.
David e os golias

Dayane Viana
Isabela Castro
Lucas Luando
Naiara Messias
Otávio Manhani
Sexto semestre diurno


Com o menor orçamento entre os candidatos à Prefeitura de Araçatuba, o candidato a prefeito pelo PTN (Partido Trabalhista Nacional), David Silas Lopes Prado, disputa as eleições pela primeira vez.

Autônomo há 25 anos, lançou sua campanha com slogan "Um coração Novo nas Mãos do Povo". Em entrevista, a dois dias das eleições, ele avalia como foi sua campanha eleitoral e afirma o que fará como prefeito.

Que balanço o senhor faz campanha eleitoral?
Nossa campanha foi feita com poucos recursos. Gastamos cerca de R$ 12 mil apenas, mas buscamos fazer tudo com bastante transparência e dia 5 de outubro veremos os resultados. O povo decidirá.

Qual será sua primeira medida caso seja eleito prefeito?
Nós temos aí um deputado estadual e um federal. Buscaremos recursos junto a eles para logo no começo de janeiro fazer uma limpeza na cidade. Existem vários locais cheios de entulhos e é preciso tornar a cidade um local mais bonito. Vamos reestruturar.

Como o senhor pretende usar a internet para aproximar o contribuinte da administração e melhorar os serviços públicos?
A internet é um assunto que consta no nosso programa de governo. Buscaremos colocar internet nas escolas e também gratuita em alguns pontos da cidade. Na Prefeitura, a internet servirá para melhorar o atendimento à população e também para melhorar os serviços e a fiscalização.
Influenciáveis ou não

Solange Rodrigues
Sexto semestre noturno


Tem gente rezando para o raiar do dia 5 de outubro acontecer o quanto antes. O Horário Eleitoral Gratuito foi um cardápio obrigatório, único e indigesto. Sabemos de cor e salteado o posicionamento de cada um sobre este e aquele tema. Para alguns eleitores, o horário eleitoral é decisivo; para outros, trata-se de uma grande perda de tempo.

Esta comunicação pela TV é uma ferramenta importante nos pleitos, pois é o modo de o candidato fazer seu marketing político e inclusive mostrar seu carisma. O eleitor não gosta de xingamentos, bate-boca, mas de ouvir propostas com seriedade.

Para o analista político Geraldo Tadeu Monteiro, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Pesquisa Social, a maior influência da propaganda recai sobre os mais escolarizados, que têm o hábito de ler, de acompanhar os programas de governo. São chamados "formadores de opinião horizontal", que influenciam amigos, familiares e colegas de trabalho.

Então, somando a propaganda eleitoral, os debates e as notícias, sabemos que a maioria tende a decidir seu voto a partir do que vêem na televisão, porque é a principal fonte de informação para a maioria da população ou seja "uma linguagem com a qual já estão acostumadas diariamente".

Segundo o Datafolha, a propaganda eleitoral tem influência entre os eleitores que ganham até dois salários mínimos. E, para esse eleitor, a propaganda política é muito importante para a definição do voto. Já para outros eleitores que ganham mais de dez salários mínimos, o horário político não tem influencia nenhuma.

Diego M. Salvanha, 21 anos, aluno do 6º semestre de Sistemas de Informação do Unitoledi, afirma que o Horário Eleitoral Gratuito não influenciou em nada a decisão a ser tomada, mesmo porque "minha vida é muito corrida e não assisti a nenhum programa".

Esta também foi a opinião dos alunos Márcio Correa da Silva, 24, do segundo semestre de Educação Física, e Marcela Maura Botelho da Silva, 20, quarto semestre de Pedagogia.

A conclusão que chego é que realmente a escolaridade, o acesso à leitura e à internet, são fatores essenciais para que o "povo" não se deixe levar por esse tipo de programa. Educação é tudo!
Para votar bem: conhecendo a realidade de nossa democracia

André Sanches, Dandara M. Fuhrmann e Fabrícia Lopes
Quarto semestre


Ano eleitoral. Brasileiros por todo o País escolherão seus representantes municipais por mais quatro anos. A eleição direta no Brasil é fruto da abertura política de 1985, que gradualmente levou o País a uma democracia representativa, e pode ser entendida como um ato de um grupo ou pessoa a ser eleito por votação direta para representar em nome da maioria. No Brasil, portanto, os membros do Poder Legislativo e Executivo devem primar pela vontade de sues eleitores.

Na democracia representativa, o eleitor tem direito e obrigação a votar em um candidato de sua escolha. Josely Eliane Babetto, 29 anos, trabalhadora do setor administrativo de uma empresa do terceiro setor, ao ser questionada sobre as motivações que a levam a votar, afirmou: "Para vereador, votarei em um conhecido, ele é graduado, creio que possa usar seus conhecimentos na hora de propor leis.

Outro fato importante é que ele é meu conhecido, portanto, poderei cobrá-lo de seu desempenho. Já para o Executivo manterei meu posicionamento da eleição anterior, pois estou satisfeita". Já Erik Barbosa, 30, professor de Educação Física, disse: "Não voto a três eleições, e nem justifico, pois perdi a fé nos políticos. Para mim o voto deveria ser facultativo".

REPRESENTATIVIDADE
Questionado sobre a representativa política no Brasil, o doutor em História Social pela USP (Universidade de São Paulo) Maximiliano Martin Vicente, afirmou que a representatividade no Brasil é falha. “Os candidatos eleitos praticamente não mantêm um elo com o povo, não há uma representatividade de fato”.

O professor também ressalta o problema da representação partidária. “Não temos partidos com propostas e ideologias definidas, o que ocorre é a predominância do Executivo sobre o Legislativo, e na verdade deveria ser o contrario. Neste jogo político, o Executivo envia proposta para o Legislativo para cumprir suas metas eleitorais e pessoais”.

AUXÍLIO
Este ano, para auxiliar o eleitor em sua escolha democrática, a AMB (Associação Brasileira dos Magistrados) divulgou uma lista com nomes de políticos que respondem a processos de ação penal na Justiça e por improbidade administrativa e eleitoral. A lista pode ser conferida no endereço eletrônico www.amb.com.br/portal/index.asp?secao=listacandidatos.

Além deste auxílio, o eleitor poderá consultar no portal do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) o CNPJ dos candidatos. A medida visa ajudar na fiscalização das atividades de comitês financeiros dos partidos políticos, como abertura de conta bancária, controle de documentos relativos à captação e movimentação de fundos e gastos de campanha eleitoral. A pesquisa pode ser realizada no endereço eletrônico www.tse.gov.br/internet/eleicoes/prestacao_2008.htm.

No ano passado, o mesmo tribunal decidiu pela fidelidade partidária para cargos como: presidente da República, governadores, senadores e prefeitos. A decisão ainda exigiu a retirada do mandato de quem trocar de legenda após ser eleito por outro partido. Tal decisão foi validada pelo STF (Supremo Tribunal Federal).

A atitude do STE em obrigar a fidelidade partidária é indispensável ao fortalecimento da democracia. A ideologia do partido político deve ser representada pela fidelidade de seus membros, uma vez que a função do partido político é de representar parte da sociedade. Se o candidato não é fiel às suas ideologias políticas, a migração partidária muitas vezes ocorre com finalidades eleitorais e pessoais.

DENÚNCIA
Marcelo Lopez Penido, diretor do Cartório Eleitoral da 11ª zona da cidade de Araçatuba, aconselha o eleitor a denunciar crimes eleitorais. Alguns podem ser denunciados on-line, no site do TRE, como adequação de placas fora do tamanho correto.

Para crimes mais graves, como compra de votos, o eleitor deverá comparecer ao Cartório Eleitoral da cidade onde reside, e delatar o ocorrido pessoalmente e por escrito. O juiz verificará a denuncia e, havendo procedência, será enviada ao Ministério Público.
Análise do cenário eleitoral em Araçatuba

Cláudio Henrique
Sexto semestre noturno


A poucos dias das eleições 2008, é conveniente analisar como cada candidato a prefeito tem se comportado nas campanhas, além das perspectivas sobre quem se elegerá no próximo domingo, dia 5 de outubro. O cenário eleitoral em Araçatuba promete renovações no Executivo, que neste ano é disputado por candidatos não pertencentes aos tradicionais grupos políticos locais, como a família Andorfato, Maluly ou Venturolli, presenças certas por décadas na disputa pela administração da cidade.

Neste ano, os cidadãos araçatubenses possuem quatro opções para a sucessão da prefeita Marilene Magri (PSDB), antes vice do então prefeito Jorge Maluly Netto (DEM), cassado recentemente. Aliás, Marilene preferiu não apoiar nenhum candidato, enquanto Maluly declarou, ainda no poder, que apoiaria a candidatura de Antônio Edwaldo Dunga Costa (PMDB), uma das opções para o eleitorado.

Além do vereador, disputam a Prefeitura o deputado estadual Cido Sério (PT), o empresário Dilador Borges Damasceno (PSDB), e o autônomo David Silas Lopes Prado (PTN).

Cido será candidato ao Executivo pela segunda vez, enquanto Dilador e David concorrem pela primeira vez. O petista, que possui como vice o empresário de mídia Carlos Hernandes (PDT), é o favorito na disputa, de acordo com pesquisas realizadas. Os números mostram uma aceitação expressiva por parte do eleitorado, e como é de costume, estes dados podem influenciar na decisão final.

Já Dilador, uma das novidades das eleições, passou de um candidato desconhecido para um nome forte na opção popular. O tucano, que forma a candidatura com Assunta Curti (PSC), tenta transmitir ao povo uma alternativa de renovar a política local.

Dunga, que é parlamentar deste 1993, deposita sua confiança de vitória na popularidade conquistada. Juntamente com o candidato a vice, o empresário e ex-vereador Teucle Manarelli (PTB), o peemedebista, inicialmente tido como favorito, possui a maior rejeição nas pesquisas, além de figurar na terceira posição nas intenções de voto.

Outra novidade é David Silas, que disputa a Prefeitura pelo PTN. O candidato, que tem como vice o empresário Fábio Dias (PTN), é o último colocado nas pesquisas, e fez uma campanha humilde frente aos seus adversários. O candidato não tem grandes perspectivas de conquistar a preferência da maioria, mas se vê como um nome forte para a disputa legislativa em 2012.

Os ataques aos adversários prevaleceram neste ano, porém o maior alvo foi Cido Sério. Em seus programas, Dunga e Dilador procuraram desfigurar a imagem do petista por meio de acusações, como a de deixar a Assembléia Legislativa para disputar a Prefeitura. Por sua vez, Cido mostrou-se indiferente às investidas e resolveu apoiar suas propostas em possíveis investimentos feitos pelo Governo Lula e por programas do PT, como Orçamento Participativo.

Sobre as propostas, David Silas não pode mostrá-las com mais eficácia, seja pelo pouco tempo de programa eleitoral ou por verbas limitadas. Dunga foi além, prometendo melhorias com mais ênfase em sua campanha. Já Dilador afirmou que sua experiência como empresário compensa a falta de vida pública, e que o fato de seu partido, o PSDB, governar São Paulo, pode ser crucial para trazer recursos e investimentos.

Entre conhecidos e caras novas, Araçatuba traçará novos rumos para os próximos quatro anos. Fica, portanto, o desejo de ver o município melhor em seu cotidiano pós-centenário.
Professores querem honestidade e trabalho do próximo prefeito

Aline Campos
Beatriz Cavalaro
Bruna Alves
Caroline Laís
Cláudia Ferreira
Diego Rigamonti
José Roberto
Leandro Cocato
Noelle Souto
Rafael Vieira
Sarita Gadioli
Sexto semestre noturno


Honestidade, respeito e trabalho. Estes são os pontos ideais para que o próximo prefeito obtenha sucesso em sua gestão pública, segundo a maioria dos professores entrevistados pela reportagem. “O futuro prefeito deve saber investir o dinheiro público”, foram palavras do coordenador do curso de Turismo e Hotelaria do Unitoledo, Odair Nakamune, que ainda deu ênfase a educação, cultura e saúde.

Em Araçatuba, a grande maioria dos entrevistados disse que a situação da cidade não é a das piores, porém muitas melhorias ainda estão por vir. Diferente da situação em que se encontra Votuporanga, na opinião do professor de radiojornalismo, Paulo Napoli, que diz que sua cidade está pronta para se desenvolver ainda mais, que a reeleição do atual prefeito já é dada como certa. Segundo Napoli, a Santa Casa do município, por exemplo, tem os mesmos equipamentos e os mesmos confortos dos hospitais particulares da cidade, iniciativa feita pela atual administração. "As pessoas reconhecem o trabalho do prefeito, sabem que ele foi bom para a cidade", complementa.

Para o coordenador do laboratório de radiojornalismo do Unitoledo, Clemerson Mendes, esta é a eleição mais disputada em Araçatuba, uma vez que a população está acompanhando mais de perto o horário político e dialogando sobre os assuntos abordados pelos candidatos. "Vira e mexe você vê rodinhas de alunos discutindo qual candidato é o melhor para o município, e isso é bom. A gente percebe que os alunos também estão preocupados com o futuro de Araçatuba”, relata Mendes.

Uma unanimidade entre os entrevistados é a situação pífia da Câmara Municipal, que não está cumprindo o dever de fiscalizar o Poder Executivo. Levando em consideração que o Legislativo tem essa função, muitos candidatos a vereador prometem asfalto, saneamento básico e sistemas de saúde para o município. "É a pior Câmara dos Vereadores que Araçatuba já teve, e pelo que temos visto nos programas eleitorais, serão mais quatro anos de balbúrdia no Legislativo", critica o sociólogo e antropólogo Pedro Filardi.
Debate no Unitoledo reuniu candidatos a prefeito

Anderson Augusto
Caroline Candeias
Felipe Braga
Gabriela Saran
Joyce Waliane
Kauê Ferraz
Tatiana Lima
Sexto semestre noturno


O Unitoledo (Centro Universitário Toledo) no último dia 24 um debate entre os quatros candidatos à Prefeitura de Araçatuba: Antônio Edwaldo Dunga Costa (PMDB), Dilador Borges (PSDB), Cido Sério (PT) e David Silas (PTN). O diferencial foi que permitiu a participação dos alunos do Unitoledo, que, por meio de sorteio, puderam fazer perguntas.

A sabatina, transmitida ao vivo pelas emissoras de rádio, Clube FM, Jovem Pan (Jovem Luz) e Bandeirante AM, foi dividida em cinco blocos e mediada pelo diretor-geral do Sistema Regional Comunicação, Nivaldo Franco Bueno. Os candidatos abordaram vários temas, mas os que mais se destacaram foram saúde e o problema dos buracos nas ruas.

De acordo com a pró-reitora acadêmica do Unitoledo, Sílvia Cristina de Souza, um debate desse tipo é importante para estimular o senso crítico do aluno. "Um debate de caráter acadêmico conscientiza os jovens, materializa questões aprendidas na universidade", afirma. O encontro serviu ainda para esclarecer os eleitores e disseminar o caráter crítico dos estudantes.


O que diz quem assistiu ou ouviu pelo rádio:

Cléber Alves, 24 anos, aluno do 6º semestre de Direito:
"Achei os candidatos muito fracos. Não teve exposição de idéias e só me surpreendi com o candidato Dilador, pois achava que ele era mais articulador politicamente falando, mas observei que ele não tem retórica diante do público".

Fabíola Dias da Costa, 20 anos, aluna do 6º semestre de Direito:
"Achei o debate engraçado, pois os políticos usam o espaço e a oportunidade que têm para fazer palhaçadas ao invés de mostrar suas propostas. Eles só estavam interessados em atacar seus adversários."

André Tavares, 22 anos, aluno do 2º semestre de Publicidade e Propaganda - acompanhou o debate pela rádio:
"Esse debate foi mais tranqüilo que o realizado pela Folha da Região. Os candidatos debateram bastante sobre a saúde e a questão do asfalto. Para mim, não existe um ganhador. O debate é apenas uma discussão entre os candidatos para divulgar suas propostas de governo. O que existe na realidade é a vantagem que o político tem de mostrar seu potencial ao eleitor para convencê-lo a votar nele. O importante é ficar bem informado para votar com consciência."

Clemerson Mendes, coordenador do Laboratório de Rádio do Unitoledo:
"Uma pessoa que me surpreendeu muito foi o David Silas. Ele fez a pergunta mais inteligente do debate: 'No dia 5, se eu for eleito prefeito de Araçatuba, o que o deputado Cido Sério e o seu amigo Lula vão fazer por mim?'. Fiquei surpreso com a quantidade de pessoas que foram ao auditório. No pátio também tinha bastante gente. O pessoal estava assistindo e prestando atenção."

Cláudio Henrique Ferreira, aluno do 6º semestre de Jornalismo:
"O debate foi fraco de idéias e forte de ataques. O candidato Cido Sério se saiu melhor por não atacar, apenas por se defender. Dunga e Dilador apresentaram idéias semelhantes, foram homogêneos, visto que ambos tentavam desfocar o candidato do PT e, quando sobrava tempo, respondiam. A estrutura do som estava ruim e o mediador tentou improvisar, mas no fim das contas ficou perdido. A platéia dava risada fora de hora, principalmente nos momentos em que o David Silas falava, uma vez que ele apresenta pouco domínio da língua portuguesa. O debate foi importante para os universitários que se interessam pelo futuro da cidade porque foi uma forma de discernir o voto."

Sérgio Teixeira, aluno do 8º semestre de Jornalismo:
"O áudio do telão estava ruim. O mediador foi parcial, não deu chance de resposta para todos. O público selecionado não teve autonomia nas perguntas, pareciam perguntas prontas. Fiquei surpreso com a quantidade de jovens no debate."
Eleições 2008: alunos destacam saúde e infra-estrutura


Camila Vieira
Cláudio Henrique
Ivan Ambrósio
Juliana Oliveira
Marília Lopes
Natalí Garcelan
Ronaldo Ruiz
Thiago Bogo

Sexto semestre noturno


Os moradores das cidades brasileiras se vêem envoltos com mais uma eleição municipal. Neste ano, novos (ou reeleitos) prefeitos e vereadores irão representar o povo que os elegerão por mais quatro anos. E o importante é mostrar o que pensam os eleitores, em especial os jovens.

Como em todo o País, Araçatuba e região também discutem seus representantes a serem escolhidos. E este grupo entrevistou cinco acadêmicos do UniToledo, que responderam perguntas pautadas pelo pleito eleitoral de 2008.

O acadêmico de Direito Nelson Ferreira Júnior, 39 anos, residente em Araçatuba, afirmou estar descontente com o cenário eleitoral no município. E sobre o candidato ideal, afirma que é aquele que ajuda a população, independente dos meios usados. "Prefeito bom é o que rouba, mas que ajuda a população", disse.

Para Ferreira Júnior, a conservação das ruas araçatubenses é a prioridade do próximo prefeito, além dos serviços de saúde e segurança. Ele também avaliou a atual legislatura da Câmara, e contou que há muito que mudar no Legislativo local: “Não vejo trabalho (na Câmara)”, finalizou.

Outras universitárias de Araçatuba também opinaram sobre as eleições. A estudante do 6º semestre de Administração Mariana Alli, 20, fez sua escolha para o Executivo devido à ideologia partidária. Segundo ela, existem postulantes inexperientes e outros que não mostraram eficiência no poder, e ressaltou o bom posicionamento de seu candidato nas pesquisas.

MENOS PIOR
Mariana avalia como prioridades para o novo prefeito os setores de saúde e educação, e em especial a manutenção da cidade. E sobre os trabalhos do Legislativo, a universitária afirmou que deixam a desejar, pois não vê o que os vereadores realizam.

Também residente em Araçatuba, a estudante do segundo semestre de Direito Daniele de Sousa Silva, 19, avaliou o atual cenário político local como péssimo, e diz que a escolha do futuro prefeito é desanimadora. “Tem de escolher pelo menos pior (sic)", declarou.

Como prioridades para a cidade, Daniele destacou a sinalização e o atendimento à população, com maior ênfase na saúde. E sobre os vereadores, a universitária acredita que eles só cumprem seu papel no final do mandato, por isso define a Câmara Municipal como "péssima".

Já Layla Chagas do Nascimento, 19, acadêmica do quarto semestre de Direito e moradora de Araçatuba, contou que por três anos morou em Araraquara, e traçou uma comparação entre as duas cidades. Segundo ela, o município da região central paulista possuiu uma estrutura bem-cuidada, diferente da existente na atual cidade onde mora. Isso a fez definir o cenário político local como "horrível".

Para Layla, os candidatos devem fazer uma campanha justa, sem atingir os adversários e pensando mais na população. As prioridades do futuro prefeito devem ser a saúde e educação: "“Com uma boa educação, os eleitores serão menos manipulados", explicou.

MAIS DO MESMO
O acadêmico Felipe Sanchez, 21 anos, estudante do oitavo semestre de Administração, é morador de Birigui, e escolheu o seu candidato por ser o "menos pior" entre os demais. Segundo ele, o seu candidato é o ideal por ter administrado bem as finanças do município. Para Sanchez, o próximo prefeito deve se pautar pelas necessidades básicas dos moradores, além de fazer uma boa gestão na saúde.

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